Edição da Semana
Antonio Anastasia fala no programa Palavra do Governador desta semana sobre os fóruns das cadeias produtivas da agricultura em Minas. Os fóruns têm o objetivo de estimular a implantação de indústrias de transformação dos principais produtos do Estado.
Transcrição
Olá, esse é o Palavra do Governador, entrevista semanal com Antonio Anastasia sobre os temas que interessam a Minas e aos mineiros. Como vai governador?
Antonio Anastasia: Muito bem, muito obrigado. Vamos aqui trabalhando sempre, com muito ânimo e disposição por Minas Gerais.
Vamos falar hoje sobre agricultura? O Governo de Minas quer estimular a produção agrícola. Esse é um dos objetivos do Fórum de Cadeias Produtivas, governador?
Antonio Anastasia: É verdade. Nós temos sempre de lembrar que não é o poder público, não é o governo que faz a riqueza. Não é o governo que gera a riqueza. Quem faz a riqueza são exatamente os trabalhadores, os empresários, a sociedade como um todo. Cabe ao governo estimular, fomentar, apoiar a geração de riquezas, que vai gerar os empregos de qualidade que nós tanto precisamos. Minas Gerais, felizmente, é um Estado muito rico, não só pela sua gente trabalhadora, devotada, responsável e séria, mas também pelas nossas condições geográficas. Temos hoje a maior produção de café e leite do Brasil, uma das mais expressivas da América Latina e por isso colocamos como prioridade que essas duas grandes riquezas de Minas, que esses dois produtos, juntamente com a cachaça que é um produto muito típico de nossa terra, façam parte desses fóruns. E o fórum é exatamente a oportunidade de nós discutirmos, juntamente com a sociedade, as lideranças empresariais e os trabalhadores, quais as medidas necessárias a serem adotadas para aprimorar ainda mais essa cadeia produtiva.
Sobre essa questão do café, Minas é o principal produtor de café do país. Porém o café sai daqui verde, sem beneficiamento. Como mudar essa história, governador?
Antonio Anastasia: Esse é o nosso grande esforço. A nossa obsessão é agregar valor aos produtos em Minas Gerais. Não podemos permitir mais a exportação in natura dos produtos feitos em Minas Gerais. Por isso estamos nos desdobrando muito para termos aqui indústrias e empresas que permitam que os produtos primários produzidos em Minas sejam aqui transformados, gerando mais riquezas e melhores empregos. O caso do café é típico. Nós exportamos muito café, vamos continuar fazendo, é uma honra para nós, mas estamos também estimulando e trabalhando de maneira muito firme para atrairmos empresas que vão fazer aqui o processamento do café, fazendo o café torrado, o café moído, o café gourmet, todas as novas formas de café que hoje são tão conhecidas no mundo. O Brasil vai se tornar em pouco tempo o maior consumidor do mundo de café. Nós temos aí uma vasta oportunidade para trazer mais empregos e riquezas para Minas, que é o maior produtor de café de todo o Brasil.
Minas também é o principal produtor de leite, mas é preciso também reformar a cadeia produtiva, não é mesmo, governador?
Antonio Anastasia: É a mesma coisa do café. Minas detém um terço da produção nacional desse produto, mas até então a exportação é quase toda in natura. Felizmente nos últimos tempos já há uma reversão desse quadro. Estamos trazendo e aprimorando laticínios, empresas do processamento do leite, que são transformados em queijo, manteiga, iogurtes, todos derivados do leite de alto valor nutritivo e alto valor agregado. O nosso objetivo aqui também é gerar empregos e mais renda no Estado. É bom lembrar que, no caso do leite, é uma produção extremamente democrática, capilarizada porque não há um só produtor rural, de qualquer tamanho que seja a sua propriedade, que não tenha lá a sua vaquinha produzindo leite. As cooperativas fazem parte desse elo e por isso nós criamos o fórum do leite, para ouvir, para saber o que mais nós podemos ajudar. A questão da produtividade, da vigilância sanitária, dos centros de capacitação, de armazenagem, de seguro, todos esses assuntos estão sendo debatidos nesse fórum que é conduzido pelo governo, mas que tem uma participação fundamental da sociedade civil e dos empresários.
Outro produto que também já tem um fórum é a cachaça artesanal. Minas já é referência nacional na produção da cachaça. Um desafio desse setor seria a exportação?
Antonio Anastasia: A cachaça é um produto ao mesmo tempo tipicamente mineiro, mas também reconhecido internacionalmente. Temos aqui cachaça reconhecida de qualidade internacional e com grande aceitação de mercados externos. A cachaça mineira, portanto, tornou-se quase uma grife e nós temos que explorar e aproveitar, através exatamente da certificação, do aprimoramento da produtividade e da qualidade do produto nós temos condições de colocar essa cachaça no mercado internacional mais exigente em termos de destilados e conseguirmos, é claro, mais renda para os produtores mineiros. O fórum da cachaça, portanto, foi instituído com esse mesmo objetivo e vamos trabalhar, juntamente com os produtores dessa grande riqueza mineira, para permitir mais exportação e, é claro, mais divisas e renda para nós mineiros.
Muito obrigado, governador. Bom trabalho para o senhor.
Antonio Anastasia: Eu é que agradeço a oportunidade de falar para toda Minas Gerais.
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