Minas por Região

Edição da Semana

14 de Dezembro de 2011

Antonio Anastasia fala no programa Palavra do Governador desta semana sobre os fóruns das cadeias produtivas da agricultura em Minas. Os fóruns têm o objetivo de estimular a implantação de indústrias de transformação dos principais produtos do Estado.

Transcrição

14 de Dezembro de 2011

Olá, esse é o Palavra do Governador, entrevista semanal com Antonio Anastasia sobre os temas que interessam a Minas e aos mineiros. Como vai governador?

Antonio Anastasia: Muito bem, muito obrigado. Vamos aqui trabalhando sempre, com muito ânimo e disposição por Minas Gerais.

Vamos falar hoje sobre agricultura? O Governo de Minas quer estimular a produção agrícola. Esse é um dos objetivos do Fórum de Cadeias Produtivas, governador?

Antonio Anastasia: É verdade. Nós temos sempre de lembrar que não é o poder público, não é o governo que faz a riqueza. Não é o governo que gera a riqueza. Quem faz a riqueza são exatamente os trabalhadores, os empresários, a sociedade como um todo. Cabe ao governo estimular, fomentar, apoiar a geração de riquezas, que vai gerar os empregos de qualidade que nós tanto precisamos. Minas Gerais, felizmente, é um Estado muito rico, não só pela sua gente trabalhadora, devotada, responsável e séria, mas também pelas nossas condições geográficas. Temos hoje a maior produção de café e leite do Brasil, uma das mais expressivas da América Latina e por isso colocamos como prioridade que essas duas grandes riquezas de Minas, que esses dois produtos, juntamente com a cachaça que é um produto muito típico de nossa terra, façam parte desses fóruns. E o fórum é exatamente a oportunidade de nós discutirmos, juntamente com a sociedade, as lideranças empresariais e os trabalhadores, quais as medidas necessárias a serem adotadas para aprimorar ainda mais essa cadeia produtiva.

Sobre essa questão do café, Minas é o principal produtor de café do país. Porém o café sai daqui verde, sem beneficiamento. Como mudar essa história, governador?

Antonio Anastasia: Esse é o nosso grande esforço. A nossa obsessão é agregar valor aos produtos em Minas Gerais. Não podemos permitir mais a exportação in natura dos produtos feitos em Minas Gerais. Por isso estamos nos desdobrando muito para termos aqui indústrias e empresas que permitam que os produtos primários produzidos em Minas sejam aqui transformados, gerando mais riquezas e melhores empregos. O caso do café é típico. Nós exportamos muito café, vamos continuar fazendo, é uma honra para nós, mas estamos também estimulando e trabalhando de maneira muito firme para atrairmos empresas que vão fazer aqui o processamento do café, fazendo o café torrado, o café moído, o café gourmet, todas as novas formas de café que hoje são tão conhecidas no mundo. O Brasil vai se tornar em pouco tempo o maior consumidor do mundo de café. Nós temos aí uma vasta oportunidade para trazer mais empregos e riquezas para Minas, que é o maior produtor de café de todo o Brasil.

Minas também é o principal produtor de leite, mas é preciso também reformar a cadeia produtiva, não é mesmo, governador?

Antonio Anastasia: É a mesma coisa do café. Minas detém um terço da produção nacional desse produto, mas até então a exportação é quase toda in natura. Felizmente nos últimos tempos já há uma reversão desse quadro. Estamos trazendo e aprimorando laticínios, empresas do processamento do leite, que são transformados em queijo, manteiga, iogurtes, todos derivados do leite de alto valor nutritivo e alto valor agregado. O nosso objetivo aqui também é gerar empregos e mais renda no Estado. É bom lembrar que, no caso do leite, é uma produção extremamente democrática, capilarizada porque não há um só produtor rural, de qualquer tamanho que seja a sua propriedade, que não tenha lá a sua vaquinha produzindo leite. As cooperativas fazem parte desse elo e por isso nós criamos o fórum do leite, para ouvir, para saber o que mais nós podemos ajudar. A questão da produtividade, da vigilância sanitária, dos centros de capacitação, de armazenagem, de seguro, todos esses assuntos estão sendo debatidos nesse fórum que é conduzido pelo governo, mas que tem uma participação fundamental da sociedade civil e dos empresários.

Outro produto que também já tem um fórum é a cachaça artesanal. Minas já é referência nacional na produção da cachaça. Um desafio desse setor seria a exportação?

Antonio Anastasia: A cachaça é um produto ao mesmo tempo tipicamente mineiro, mas também reconhecido internacionalmente. Temos aqui cachaça reconhecida de qualidade internacional e com grande aceitação de mercados externos. A cachaça mineira, portanto, tornou-se quase uma grife e nós temos que explorar e aproveitar, através exatamente da certificação, do aprimoramento da produtividade e da qualidade do produto nós temos condições de colocar essa cachaça no mercado internacional mais exigente em termos de destilados e conseguirmos, é claro, mais renda para os produtores mineiros. O fórum da cachaça, portanto, foi instituído com esse mesmo objetivo e vamos trabalhar, juntamente com os produtores dessa grande riqueza mineira, para permitir mais exportação e, é claro, mais divisas e renda para nós mineiros.

Muito obrigado, governador. Bom trabalho para o senhor.

Antonio Anastasia: Eu é que agradeço a oportunidade de falar para toda Minas Gerais.

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