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Importações de bens de capital e insumos crescem em Minas

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BELO HORIZONTE (29/01/08) - Uberaba, no Triângulo Mineiro, é o município que mais importou em 2007, registrando um crescimento de 73,6% e totalizando US$ 722,55 milhões, principalmente em insumos para produção de fertilizantes. As importações, de um modo geral, aumentaram no Estado e o valor final foi 33,9% mais elevado do que a cifra registrada em 2006 totalizando US$ 6,5 bilhões em 2007.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (29), pela Central Exportaminas, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, revelam várias cidades do interior em boa posição no ranking das importações. O segundo lugar foi ocupado por Juiz de Fora, seguida por Betim, Belo Horizonte, Contagem, Sete Lagoas, Ouro Branco, Timóteo e Varginha. Embora continue no ranking, Ipatinga mostra que está perdendo posição no comércio exterior. Depois de experimentar queda nas exportações, caiu do quarto lugar em 2006 para o sétimo das importações em 2007.

Já entre as 20 maiores importadoras aparecem Poços de Caldas, Itajubá, Pouso Alegre, Montes Claros, Uberlândia, Três Corações, Extrema, Santa Rita do Sapucaí, Alfenas e Lagoa Santa. Elas foram responsáveis por 13,6% do total importado por Minas Gerais

Para o gerente da Central Exportaminas, Jorge Duarte Oliveira, “a presença de cidades do interior no ranking das maiores importadoras mostra o vigor da economia mineira. Isto significa que o desenvolvimento não está presente apenas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os insumos produtivos e bens de capital foram o carro-chefe das importações, que vêm contribuindo fortemente para o crescimento da economia mineira”.

O gerente da Central Exportaminas explicou ainda que 2007 foi um ano positivo, porque ao importar uma máquina ou um insumo, o Estado vai ampliar a sua capacidade produtiva. “Do ponto de vista econômico, a análise precisa ser feita sob o olhar do desenvolvimento e do crescimento da cadeia produtiva. Dois terços do que Minas importa, assim como é o caso do Brasil, são de insumos e bens de capital, que vão agregar valor à produção, reflexo do bom momento da economia”, acrescentou.

Produtos diversificados

Os principais produtos importados por Uberaba, produtora de grãos, cana e gado, foram “outros cloretos de potássio, uréia com teor de nitrogênio, outros compostos heterociclicos, pigmento rutilo e enxofre a granel”. Já Juiz de Fora, sede da Mercedes Benz e da Votorantim Metais, entre outros produtos, importou sulfetos de minérios de zinco, automóveis com motor explosão, outros veículos automóveis com motor diesel e veículos para transporte e assentos para veículos automóveis.

Além da importação de peças para a Fiat e empresas da sua cadeia produtiva, Betim, que sedia também a Jabil, do segmento eletroeletrônico (que tem como clientes a HP, Ing@nico, Lexmark, OKI, Verifone, Alcatel, entre outras), se destacou na compra de microprocessadores, cabeças de impressoras e circuitos impressos.

A participação dos dez principais produtos importados por Minas Gerais foi de 26% da pauta, demonstrando desconcentração nas importações. Destacaram-se os aumentos nas importações de “outras formas brutas de níquel, não ligado” e “outras partes e acessórios para tratores e veículos automotores”. Por outro lado, as importações de “outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas” decresceram 19%, em relação a 2006, ou cerca de US$ 100 milhões. Entre os dez principais produtos importados estão também coques de hulha, de linhita ou de turfa e trigo.

Procedência das compras

Minas Gerais importou de 124 países em 2007, 14 a mais do que em 2006. Os dez principais países fornecedores foram Estados Unidos, China, Alemanha, Itália, Argentina, Peru, Canadá, França, Japão e Austrália, que responderam por mais de 73% do total, apresentando um crescimento de 30,8% entre 2006 e 2007. Merece destaque o crescimento das importações provenientes da China (+94%), Itália (+51,4%), Argentina e França (45,2% cada).

Dentre as 10 principais origens das importações mineiras por valor comercializado, as pautas mais diversificadas foram as de Estados Unidos, China e Alemanha. Mas houve particular aumento da diversificação nas pautas de China (+24%) e Itália (+11%).

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