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Saúde

16h41min - 12 de Abril de 2012 Atualizado em 21h45min - 30 de Junho de 2013

Secretaria de Saúde lança Programa Estadual de Combate ao Câncer de Mama

A partir de agora, o controle do câncer de mama no Estado estará focado em três pontos chaves

 

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou, nesta quinta-feira (12), novas ações no controle do câncer de mama. A nova proposta está baseada em uma mudança no modelo de controle da doença.

A partir de agora, o controle do câncer de mama estará focado em três pontos chaves: ampliar a faixa etária prioritária para 45 a 69 anos, facilitar acesso à mamografia e agilizar a definição diagnóstica, com objetivo de iniciar rapidamente o tratamento do câncer de mama. Como consequência, espera-se melhorar o prognóstico da doença nas mulheres mineiras.

Uma vez diagnosticado precocemente e tratado a tempo, o câncer de mama apresenta 95% de chances de cura. Apesar disso, a taxa de mortalidade da doença cresceu nos últimos anos em Minas Gerais. Em 2009, ocorreram 1.071 óbitos por câncer de mama e a taxa bruta de mortalidade foi de 10,6 óbitos por 100.000 mulheres mineiras. Para 2011, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que serão 4.250 mulheres com a doença e a taxa bruta de incidência será de 41 casos novos por 100.000 mineiras.

“Cerca de 25% das mortes poderiam ser evitadas. As taxas elevadas são, muito provavelmente, a consequência de um diagnóstico tardio da doença, quando o câncer está em estágios avançados, dificultando o tratamento”, explicou o secretário de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques.

Segundo Antônio Jorge, o programa possui uma preocupação muito grande com a informação e a mobilização. “Os exames, o tratamento estão aí, mas é preciso que as mulheres saibam disso, conheçam os seus direitos. Por isso, a presença e a atuação dos meios de comunicação social são importantes. Precisamos mobilizar, convencer às mulheres a realizar o exame”, disse.

Roberta Zampete, apresentadora do programa Brasil das Gerais, da Rede Minas, convidada a falar em nome dos jornalistas presentes, disse acreditar no papel da imprensa como veículo de melhoria da vida dos outros. Isto porque, segundo ela, “o compromisso primordial da imprensa é em alertar às pessoas. Levar informações e divulgar direitos e comportamentos”.

Para a presidente da Instituição Flávio Gutierrez, Ângela Gutierrez, o mais importante é indicar os caminhos ao cidadão. “Precisamos sempre de iniciativas que alertem, que relembrem e que colaborem. O câncer de mama é uma doença que assusta, mas que pode ser vencida”, completou.

Experiências

Elza Figueiredo Coutinho conhece de perto a realidade de mulheres que tiveram a doença. Ela reconhece que o mais importante é acreditar que é possível viver após o câncer e tratar-se imediatamente.

“Minha bisavó, minha avó, minha mãe e eu tivemos câncer de mama. Todas nós lutamos contra o câncer, mas nenhuma morreu dessa doença. Todas morreram de velhice, e eu também só aceito morrer de velhice. Isso significa que podemos vencer a batalha”, contou.

Rosa Maria Abreu Duarte também vivenciou a luta contra o câncer. “É difícil acreditar que está acontecendo com a gente. Depois é difícil mais ainda crer que podemos nos curar. Mas eu sempre digo que nada na vida da gente acontece por acaso. Agora estou aqui para conscientizar às mulheres de que o que me salvou foi o diagnóstico precoce, foi fazer mamografia”, disse.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Aline Chaves, o mais importante é conscientizar às mulheres sobre a prevenção. “O tratamento no estágio avançado é mais doloroso e tóxico para o paciente e é mais caro para o estado”, completou.

O presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia/Regional Minas Gerais, João Henrique Pena Reis, elogiou a estratégia inovadora do Governo de Minas, pois “a partir de agora, podemos falar em enfrentar a doença na linha de frente”, disse.

Desburocratização

Até agora, o acesso à mamografia de rastreamento é realizado por meio de uma requisição, que é entregue à mulher após uma consulta médica. A partir de agora, a mulher não necessitará mais ir previamente ao médico para receber uma requisição, e poderá solicitar um formulário em qualquer Estabelecimento de Saúde Pública, como as Unidade Básicas de Saúde (UBS) e Centros Viva Vida de Referência Secundária.

Segundo o secretário Antônio Jorge, a medida pretende desburocratizar o acesso às mamografias no Estado “A população de mulheres mineiras com idade 45 a 69 anos é de 2.397.315, destas 1.753.932 são SUS dependentes. Portanto, o impacto desta política será imenso. Todas elas terão direito a realizar o exame”, disse.

Diagnóstico facilitado

Após os laudos, os exames deverão ser enviados para a Unidade de Saúde de referência indicada na requisição. Para facilitar a definição diagnóstica do câncer de mama foi criado um sistema de classificação que estabelece o fluxo e a prioridade no atendimento das mulheres em função dos resultados encontrados.

Todos os resultados do exame de mamografia deverão, assim, ser disponibilizados com os adesivos informando a classificação do exame e o procedimento a ser realizado. Nos casos de diagnósticos que apresentam cerca 70% chance de confirmação de câncer de mama, as pacientes serão encaminhadas para as unidades Centro Viva Vida de Referência Secundária ou para outras unidades de referência.

Em casos de resultado benigno, a mulher deve ser orientada a realizar da mamografia semestralmente. Já aquelas que apresentarem resultado normal, serão orientadas a realizar a mamografia a cada dois anos.

“A estratégia de classificar os estágios da doença é importante para agilizarmos o início de tratamento da mulher com o câncer de mama. Hoje, 29% das mulheres que recebem um diagnóstico de câncer já o recebem em estágios avançado. O objetivo do programa é evitar isso”, explicou Antônio Jorge.

O presidente do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde (Cosmes/MG), Mauro Junqueira, disse que o programa possibilitará que “as mulheres tenham acesso ao tratamento logo que descobrirem a doença, pois isso será determinante no processo de cura”.

O presidente da comissão de saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Carlos Mosconi, também elogiou a iniciativa. “É uma política altamente favorável, inovadora e moderna”, finalizou.

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