Balanço do 1º trimestre apresenta redução de mais de 29% nos crimes violentos em Minas

Número de homicídios, que é o principal indicador internacional de violência, caiu 23%

  • ícone de compartilhamento

O número de registros policiais envolvendo crimes violentos em Minas Gerais caiu 29,7% no primeiro trimestre de 2018, comparando com o mesmo período de 2017. De acordo com o levantamento da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), por meio do Observatório de Segurança Pública Cidadã, os crimes que mais preocupam a sociedade, como homicídios e roubos, continuam em queda. Foram 25.754 ocorrências de crimes violentos registradas neste ano e 36.636 no mesmo período do ano passado.

Os crimes classificados como violentos são: homicídio tentado e consumado, estupro tentado e consumado, estupro de vulnerável tentado e consumado, roubo consumado, extorsão mediante sequestro e sequestro e cárcere privado.

Entre os crimes classificados como violentos, o roubo apresentou a maior diminuição no Estado, de 31,5%. O índice representa uma redução de 10.434 ocorrências. Na Região Metropolitana (RMBH) a queda foi de 28,3% e na capital chegou a 32,3%.

O homicídio, que é o principal indicador internacional de violência, está em queda em Minas Gerais. Considerando o primeiro trimestre, houve redução de 23% no número de vítimas, 27,2% em Belo Horizonte e 21,2% na RMBH.

Na avaliação das cidades do interior do estado, dados do Observatório mostram que 83,1% dos 853 municípios mineiros não tiveram registros de homicídios consumados ou mantiveram ou reduziram seus índices em relação ao ano anterior. Quando mesma análise é realizada considerando o crime de roubo, o estudo aponta 76,9% das cidades na mesma situação.

“A queda nos índices de roubo e homicídio demonstra a importância do trabalho integrado entre as forças de segurança de Minas, além do diálogo com outros estados, e dos investimentos em tecnologia e capacitação”, aponta o secretário de Estado de Segurança Pública, Sérgio Menezes.

Avaliando os 12 indicadores monitorados pelo Observatório, sete apresentam redução. Alguns com percentuais expressivos nos números de registros, como a extorsão (-35,5%), o roubo (-31,5%) e o sequestro e cárcere privado (-20,2%). Já o estupro teve aumento de 1,8% no estado, queda de 3,4% em BH, chegando a cair 10,1% na Região Metropolitana (RMBH).

A extorsão mediante sequestro, apesar de contabilizar poucos registros, apresentou aumento nos casos durante o trimestre, indo de 16 para 24 no estado e de 11 para 13 na RMBH. Na capital não teve variação.

O chefe da Polícia Civil, João Octacílio Neto, também acredita que os dados em queda resultam da “atenção dada pelo Governo de Minas Gerais na área de segurança pública, com reforço na estrutura e incremento de pessoal”.

Todos os 12 índices monitorados pela Sesp estão disponíveis de forma transparente na internet, com detalhamentos para todos os 853 municípios mineiros. Para acessar bastar acessar o site da secretaria (www.seguranca.mg.gov.br), nos links Integração> Estatísticas > Estatísticas Criminais.

Caixa eletrônico

Segundo a Polícia Militar, o crime de explosão de caixas eletrônicos, que afeta principalmente o interior do estado, também apresenta queda. Dados levantados no primeiro trimestre deste ano, apontam que foram registradas 28 ocorrências.

O número é 35% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 43 ataques. Dentre os detidos nesta modalidade, quatro pessoas suspeitas de participarem do roubo às agências bancárias de Passos, dia 10 de abril, no Sul de Minas, foram capturadas este mês, em São Paulo. A ação resultou do trabalho integrado entre as polícias e os setores de inteligência dos dois estados. Também foram apreendidos explosivos, diversas armas e grande quantia em dinheiro.

"O balanço apresentado do primeiro trimestre mostra, mais uma vez, que os resultados são positivos e nos levam ao entendimento que as estratégias de segurança pública que vêm sendo adotadas estão sendo eficazes. Sabemos que temos muito a melhorar ainda, mas estamos no caminho certo para oferecer à população a segurança que ela almeja", destaca o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró de Lourdes.

 Produtividade policial

Como efeito, têm-se números de produtividade policial do primeiro trimestre deste ano que chegam a 88.375 pessoas conduzidas, 6.485 armas apreendidas e 18.096 registros de ocorrências realizados pelas forças de segurança, com apreensão de drogas. Os dados são do Observatório e levam em conta os registros feitos pelas forças de segurança do estado.

+ Segurança

A melhoria das estatísticas de segurança é resultado dos investimentos e priorização, nos últimos meses, das ações de segurança pública pelo Governo de Minas Gerais. O programa + Segurança, além do incremento de pessoal, também colocou à disposição das polícias Militar e Civil 2.026 viaturas. Somente no primeiro trimestre de 2018 foram entregues 209 veículos para as policias mineiras.

Em prol da segurança dos mineiros, são mais de 1.440 novos policiais militares nas ruas no último trimestre para atendimento ao cidadão, e 92 investigadores da Polícia Civil em atuação e outros 450 nomeados, que estão fazendo curso na Academia de Polícia Civil (Acadepol).  O Governo também abriu concurso para 76 novos delegados de polícia e autorizou concurso para 119 escrivães de polícia. Ainda neste ano, novas turmas de soldados irão se formar no interior do Estado.

A criação do programa de instalação de bases comunitárias nos bairros da capital foi fundamental para a melhora nos números da segurança pública.

Outras duas ações de gestão também têm contribuído para a redução dos índices e foram potencializadas no último ano. O Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento a Roubos (GIE-R) e o Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento a Homicídios (GIE-H) visam acompanhar e priorizar inquéritos, mandados, prisões e outras intervenções com resultados na segurança de alvos recorrentes. São compostos por representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap).



Últimas