Epamig difunde tecnologias para desenvolvimento da qualidade do café do Cerrado

Resultados de pesquisas, como sementes que se adaptam a várias condições, serão destaque em encontro realizado em parceria com a Federação dos Cafeicultores do Cerrado

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Equipe técnica da Epamig visita aos experimentos de café em propriedades do Cerrado mineiro
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Uma nova cultivar desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig,), a MGS Araponga 2, mais resistente e de boa qualidade, é um dos destaques da segunda edição do Encontro de Inovação e Tecnologia para a Cafeicultura no Cerrado Mineiro.

O evento será realizado no dia 27 de abril, no Campo Experimental de Patrocínio, numa parceria entre a Epamig e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Fundaccer.

“É uma cultivar com características importantes para a cafeicultura do Cerrado Mineiro, como a resistência a ferrugem, alta capacidade produtiva, boa qualidade da bebida, além de ser uma planta com alto vigor”, explica o pesquisador da Epamig, Gladyston Rodrigues Carvalho.

Pesquisas realizadas pela Epamig, em parceria com a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, buscam identificar materiais genéticos de café mais adaptados para diferentes microrregiões do Cerrado Mineiro.

Foram implantadas Unidades Demonstrativas em 29 propriedades para observar como esses materiais se comportam em resistência a doenças, produtividade e qualidade de bebida. Foram plantadas 12 cultivares em cada fazenda, sendo nove dessas desenvolvidas pela Epamig e três de outras instituições.

A equipe técnica composta por pesquisadores e técnicos acompanha o tipo de manejo adotado nas fazendas e faz o levantamento dos dados sobre o desenvolvimento de cada cultivar e sua adaptação em cada propriedade. 

Ao final do projeto, será possível identificar qual cultivar se adaptou melhor em cada propriedade. Os resultados serão compartilhados com cerca de 4.500 produtores do Cerrado mineiro, região que possui 55 municípios pertencentes à Denominação de Origem.

Na fazenda Santiago, em Patos de Minas, foi disponibilizado um hectare para a implantação do experimento. De acordo com o administrador da propriedade, Lázaro Pedro da Silva (Gaspar), que trabalha há quase 20 anos nesta atividade, a pesquisa da Epamig influenciou muito no desenvolvimento da cafeicultura.

“As variedades estão mais resistentes às pragas e produzindo melhor. Estamos precisando de chuva para que as cultivares do projeto se desenvolvam mais, porém mesmo nesta realidade de seca, as plantas estão se desenvolvendo muito bem”, avalia o produtor.

Dos 370 hectares de café plantados na propriedade, no sistema sequeiro, 80 são da cultivar Topázio, desenvolvida pela empresa. “É uma variedade que se adapta muito bem aqui, por isso, ocupa a maior parte da fazenda”, comenta o administrador.

O evento

O encontro de Patrocínio tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da Região do Cerrado Mineiro, através da integração da pesquisa e do setor produtivo, da geração de conhecimento aplicado e inovador. Serão realizadas cinco estações de campo, com temas, como nematoides, manejo de plantas daninhas, dentre outros.

Especialistas também irão falar sobre defeitos no café, mulheres no mercado de cafés de alta qualidade e manejo de doenças e pragas. Um grande debate irá encerrar o evento, com a participação de grandes nomes da cafeicultura, sobre os caminhos para a produção de cafés de qualidade no Cerrado Mineiro.

A entrada no evento é gratuita, porém é necessário o pré-credenciamento. A relação dos locais para inscrição está divulgada no site www.cerradomineiro.org/diadecampo. OO encontro tem o apoio do Sebrae, Unicerp, Emater-MG e Consórcio Pesquisa Café, Inova Café. Veja aqui a programação completa.



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