Governador recebe embaixador japonês

Japão foi um dos principais destinos das exportações mineiras no ano passado, com vendas de aproximadamente US$ 1 bilhão

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Encontro ocorreu, nesta segunda-feira (19/6), no Palácio da Liberdade, na capital
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O governador Fernando Pimentel recebeu nesta segunda-feira (19/6), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o embaixador do Japão no Brasil, Satoru Satoh. O Brasil é o país que abriga a maior comunidade de descendentes de japoneses em todo o mundo, com 1,9 milhão de pessoas.

As relações diplomáticas entre Brasil e Japão começaram, oficialmente, a partir da assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, em 1895. O país asiático é o terceiro principal parceiro comercial do Brasil na Ásia e o sétimo no mundo. Os investimentos japoneses no Brasil somavam US$ 2,8 bilhões em 2015. De acordo com o Itamaraty, a agenda bilateral entre os dois países tem como área prioritária a ciência, tecnologia e inovação.

Esse é o tema de maior interesse nas relações entre Minas Gerais e o país asiático. De acordo com a secretária adjunta de Casa Civil e Relações Institucionais, Mariah Brochado, o Governo do Estado instituiu um grupo de estudos para constituir o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação e pretende contar com a experiência dos japoneses no assunto.

“Nós temos um vácuo normativo que demanda essa regulamentação e, sem dúvida, o Japão é uma referência. Fazemos questão de estabelecer diálogos com representantes da cultura japonesa, não só sob o ponto de vista técnico e jurídico, que vamos fazer conforme o nosso ordenamento, mas principalmente sobre o que a experiência deles pode agregar”, afirmou. 

Acordo de irmandade

Minas Gerais e a província japonesa de Yamanashi mantêm, desde 1973, acordo de irmandade, que estabelece algumas áreas de interesse mútuo, como energia elétrica, indústrias agroalimentícia e manufatureira, meio ambiente, mineração, informática, treinamento profissional. A parceria também engloba o Programa de Treinamento e Estágio Técnico para cidadãos e funcionários públicos mineiros, que proporciona aprendizado sobre o funcionamento da instituição japonesa, as técnicas e posturas adotadas pelo governo japonês; além da convivência com a cultura oriental e a difusão da cultura mineira no país.

Em 2015, o governador Fernando Pimentel e o vice-governador de Yamanashi, Makoto Yamashita, assinaram novo acordo que prevê a cooperação, principalmente, nas áreas de turismo e esportes, como meios de reforçar os laços de amizade e iniciar novos projetos. Em 2020, Tóquio sediará os Jogos Olímpicos e Yamanashi pretende desempenhar um papel semelhante ao de Minas Gerais durante os Jogos Rio 2016, na recepção de delegações e como sede oficial de jogos..

Em 2016, Minas Gerais registrou um superávit comercial de US$ 1,02 bilhão em sua relação comercial com o Japão, com crescimento 3,6% em relação ao verificado em 2015.  As exportações somaram US$ 1,153 bilhão e as importações US$ 128 milhões. Os principais produtos exportados foram minério de ferro (44% do total), café (24,8%) e ferro-ligas (18,2%). Dentre os itens importados estão artigos de vias férreas (17,5%), maquinário para semicondutores (5,7%) e equipamentos de raio-X (4,2%).

Para o cônsul-geral honorário do Japão em Belo Horizonte, Wilson Brumer, mais do que fomentar o comércio entre Minas Gerais e o Japão, que já possui relação sólida, a presença do embaixador japonês no Estado servirá para abrir novas oportunidades. “As grandes empresas, em geral, sabem como se direcionar ao Japão, mas as médias e pequenas empresas, sejam mineiras ou japonesas, não conhecem umas às outras. Há um campo importante a se explorar. Estamos trazendo 11 segmentos de empresas japonesas para se encontrarem com empresas mineiras em diversos campos de atuação. É um dos mecanismos para cada vez mais fomentar a relação entre Minas e Japão”, disse.

Também acompanharam a reunião o cônsul-geral no Rio de Janeiro, Yoshitaka Hoshino, o conselheiro da Embaixada do Japão no Brasil, Kazuaki Kobayashi, e o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Antônio Castello Branco.



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