IMA capacita mais 65 engenheiros agrônomos de diversos estados

No total, instituto já habilitou 1.593 profissionais a certificar a sanidade da produção agrícola, facilitando o comércio dos produtos da agricultura

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O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) capacitou mais 65 engenheiros agrônomos de todo o país para emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC). O curso ocorreu durante o II Seminário de Defesa Vegetal de Minas Gerais (Sedeve) realizado nestas terça, quarta e quinta-feiras (5 a 7/12), em Poços de Caldas.

A capacitação é determinada por meio da Instrução Normativa nº 33 de 24 de agosto de 2016, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O IMA já realizou 85 cursos de CFO, que habilitaram 1.593 profissionais de Minas Gerais e de todo o país.

O CFO e o CFOC são documentos oficiais que comprovam a condição fitossanitária da origem de um produto agrícola ou de suas partes, com o objetivo de prevenir a disseminação de pragas dentro do estado.

O CFO certifica o produto vegetal na unidade produtiva (propriedade rural) e o CFOC certifica na unidade de consolidação (beneficiadora, processadora ou embaladora).

De acordo com o engenheiro agrônomo fiscal agropecuário do IMA, Leonardo do Carmo, o curso é importante na medida em que desenvolve e fortalece a defesa sanitária vegetal em Minas Gerais e no Brasil.  Participaram profissionais dos estados do Paraná, Espírito Santo e São Paulo. Estes profissionais poderão, a partir de agora, emitir os certificados em seus estados.

“Dos 65 profissionais habilitados dessa vez, 37 são da Emater, empresa que volta a atuar com certificação fitossanitária de origem, ampliando o número de profissionais no campo, abrangendo 853 municípios mineiros e permitindo aos produtores exportarem seus produtos com qualidade”, diz Carmo.

O engenheiro agrônomo explica que o curso é uma oportunidade para os profissionais atualizarem conhecimentos relacionados com a legislação fitossanitária nacional bem como renovar os procedimentos, a fim de executarem suas atividades com eficiência, ação que garante a certificação de origem de produtos agrícolas que exigem esse controle.

Confira depoimentos de alguns participantes

“O curso foi importante para voltar à atividade que eu exercia em Iconha (ES), na área de certificação de produtos. A principal cultura da região é a banana, mas também produzimos citros. Tomamos   conhecimento da legislação nacional, identificando quais as doenças que acometem as lavouras e quais os produtos podem ser certificados pelos habilitados, além de aprendermos a forma correta de trabalhar” - Fábio Polastreli Guedes, de Iconha (ES)

“É a primeira vez que faço o curso, que é muito válido, uma oportunidade única de fazê-lo próximo de minha cidade. A gente aprende sobre a área de defesa sanitária vegetal, assim como alguns conhecimentos sobre as atividades nas barreiras sanitárias e doenças que ocorrem nas lavouras. Além de ser um curso de habilitação é um curso de revisão, porque alguns temas foram trabalhados na graduação, mas alguns esquecidos. O curso é mais prático do que o teórico para que possamos aplicar no dia a dia profissional. - Fernando Delavia , de Andradas (MG)

“Curso muito bom, gostei muito dos profissionais das palestras, será um ponto de partida profissional. As informações são muito importantes. Na graduação a gente não dá muita importância para a defesa sanitária vegetal. Estou aprendendo na prática como funciona e vendo o quão importante é a prevenção para evitar a disseminação destas pragas”.  - Camila Calsavara Rocha, de São João Del Rey (MG) 

“Vim fazer o curso de CFO/CFOC para me capacitar melhor nesta parte de identificação de pragas nas lavouras. A defesa sanitária vegetal é muito importante não só para o estado de Minas Gerais, mas para o país todo. Na minha família nós temos produção de algumas culturas e precisava me capacitar.  A parte prática foca no que é realmente necessário, facilitando o aprendizado, de forma mais dinâmica, olhando e entendendo os sintomas para identificar as pragas no campo” -  Silmara kudlaviec, de Araucária (PR).



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