SES-MG promove oficina de alinhamento sobre as Redes de Atenção à Saúde em Minas

Com o objetivo de alinhar as políticas públicas relacionadas às Redes de Atenção em todas as regionais de saúde do Estado, o encontro terá a duração de dois dias (14 e 15/5)

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Encontro é direcionado aos coordenadores e referências técnicas das Regionais de Saúde do Estado
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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoveu, nesta segunda-feira (14/5), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, a abertura da oficina de alinhamento das diretrizes das políticas públicas relacionadas às Redes de Atenção à Saúde. Com objetivo de esclarecer e apresentar as novas mudanças na organização da rede, o encontro foi direcionado aos coordenadores e referências técnicas das Regionais de Saúde do Estado.  

Durante a apresentação, o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Homero Claudio, falou sobre a importância da implantação de políticas públicas para área da saúde e alinhá-las com as Regionais de Saúde.

“Esse momento é histórico para as Redes de Atenção à Saúde, área que concentra a maioria das políticas públicas da SES-MG, e por sabermos que estamos vivendo um período que não está fácil para o SUS como um todo, tanto em nível federal, estadual e também para os municípios, refletimos e chegamos a conclusão de que era preciso nos encontrar e discutirmos os desafios enfrentados e, em conjunto, tentarmos superar isso. Agora, depois de 20 anos de existência do SUS,  ele sofre um ataque com cortes de verbas e, isso, impacta na execução de políticas públicas”, disse.

A subsecretária de Gestão Regional, Marcia Faria, apresentou como funciona a interlocução com as 28 Regionais de Saúde existentes em Minas.

“Promover esse encontro, com participantes de várias regiões do estado, reforça o compromisso que temos em definir competências claras para a construção e avanço da qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, como há realidades diferentes nas diversas regiões de Minas, precisamos ter políticas públicas que se adequem a essas realidades. Apesar de termos posições e competências diferentes, somos responsáveis pela execução dessas políticas públicas em saúde e, isso, é uma responsabilidade em conjunto. Sabemos o quanto esse Sistema já evoluiu e o quanto falta evoluir e o que estamos fazendo aqui, mesmo com tudo que estamos passando, é lutar para que o SUS avance cada vez mais”, afirmou.

Redes Integradas

Segundo a superintendente Estadual de Redes de Atenção à Saúde, Lara Farah Valadares, em Minas, é trabalhado o conceito de Redes Integradas em Saúde, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. “Em 2017, a estrutura das redes de Atenção à Saúde contava com quatro diretorias e, em 2018, foi otimizada para três. A mudança foi com o objetivo de organizar, implementar, coordenar e avaliar as ações de saúde, redes e programas assistenciais, com isso, prover serviços de saúde equitativos e integrais aos usuários do SUS”.

No âmbito estadual, a organização das Redes de Atenção à Saúde ficou estruturada em Ações Especializadas, Redes e Ações Temáticas e Estratégicas e Atenção Hospitalar e Urgência e Emergência. Abaixo, confira mais informações sobre cada uma:

Ações Especializadas (DAE) - a área tem a finalidade elaborar, implementar, coordenar e monitorar as políticas no âmbito da média complexidade ambulatorial, a alta complexidade por clínicas especializadas (Neurologia, Oncologia, Cardiologia, Transplantes, etc.), incluindo os processos referentes às Doenças Raras, Saúde Bucal, Sistema de Transporte em Saúde Eletivo (SETS) e a linha de Cuidado das Doenças Crônicas no âmbito do SUS.

Segundo a diretora de Ações Especializadas, Cristiane Marques, as políticas se estendem também à oftalmologia (com foco no glaucoma), aos Centros de Atenção Especializadas (CAE) e Centro de Especialidades Médicas (CEM), Mamografia, Unidades de Assistência de Alta Complexidade (Unacon) e Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons)”, explicou.

Redes e Ações Temáticas e Estratégicas - tem a finalidade de promover elaborar, implementar, coordenar e monitorar políticas para organizar as redes de atenção à Saúde das Mulheres e Crianças, Saúde Mental e Saúde da Pessoa com Deficiência, bem como de demais ações temáticas e ou estratégicas no âmbito do SUS.

A diretora de Redes e Ações Temáticas e Estratégicas, Cláudia Pequeno, reforçou que a área trabalha com “ações de humanização do atendimento das vítimas de violência, modelo de luta antimanicomial e a reinserção social dessas pessoas, atendimento integral com acesso ao tratamento, insumo e reabilitação física, visual, auditiva, intelectual e estomizados”, disse.

Atenção Hospitalar e Urgência e Emergência (DAHU) - tem por finalidade coordenar, supervisionar, monitorar e acompanhar as ações de saúde no âmbito do hospitalar, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) e Serviço de Atenção domiciliar (SAD).

Segundo a diretora de Atenção Hospitalar e Urgência e Emergência, Kelly Fortini, “essa área tem muitas interfaces, pois tem ações desenvolvidas na atenção primária (Unidade Básica de Saúde), secundária e hospitalar, ou seja, trabalha junto com todas as áreas para ofertar acesso em todos os níveis que o paciente precisa”, finalizou.



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