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Segurança / Defesa Social

16h04m - 31 de Janeiro de 2012 Atualizado em 11h23m

Detentos do Presídio de Oliveira ganham oportunidade de trabalho em fábrica de blocos

O trabalho é um dos pilares da política de humanização do sistema prisional mineiro. Hoje, há 11,5 mil presos trabalhando em todas as unidades do Estado.

Divulgação/Seds
A produção gira em torno de 700 unidades de blocos e bloquetes por dia
A produção gira em torno de 700 unidades de blocos e bloquetes por dia

Treze detentos do presídio de Oliveira, no Sul de Minas, trabalham há cinco meses na fabricação de blocos e bloquetes. A produção, que gira em torno de 700 unidades por dia, é destinada ao calçamento de ruas e avenidas da cidade. O trabalho é fruto de uma parceria firmada entre a direção da unidade prisional e a prefeitura, em agosto de 2011.

Segundo o diretor de segurança da unidade, Luciano André da Silva, essa é a primeira parceria firmada pelo presídio de Oliveira, que foi assumido em dezembro de 2010 pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). “O nosso objetivo é aumentar o número de presos trabalhando na fábrica. Além disso, pretendemos buscar novos parceiros para que possamos oferecer oportunidades como esta a outros detentos”, destacou.

Estrutura

O galpão onde os presos trabalham tem cerca de 150 metros quadrados e foi construído também em parceria com o município. A estrutura, localizada no bairro Dom Bosco, foi erguida com a mão de obra dos próprios detentos.

No local, os presos trabalham oito horas por dia manipulando materiais, como cimento e areia, e operando betoneiras e mesas vibratórias. Além da remição de pena - a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença, os presos recebem ¾ do salário mínimo. 

Oportunidade

Além da fábrica de blocos, o artesanato é outra possibilidade de ressocialização oferecida a 24 sentenciados do presídio de Oliveira, que trabalham de forma autônoma dentro da unidade. Todo material produzido pelos detentos é encaminhado às famílias para a venda. 

Segundo o detento Jerônimo Geraldo Ferreira da Silva, de 30 anos, que produz vários tipos de artesanatos, como bonés, bijuterias e tapetes de crochê, o trabalho faz com que ele esqueça os problemas, contribui para remição da sua pena e também ajuda seus familiares financeiramente. “Toda semana, minha família leva os materiais que produzo e vende a maioria deles. O dinheiro ajuda na renda familiar e na compra de matéria-prima para que eu possa continuar a criar minhas peças”.

De acordo com a coordenadora de produção da unidade, Maria Elisa Vieira Nunes, os presos que trabalham dentro e fora da unidade são avaliados por uma Comissão Técnica de Classificação (CTC) formada por um psicólogo, um assistente social, um assistente-técnico jurídico e pela direção da unidade. “O trabalho é mais do que uma simples atividade oferecida ao preso. Ele faz com a pessoa se sinta útil e não fique ociosa”, disse.

Humanização 

O trabalho é um dos pilares da política de humanização do sistema prisional mineiro. Hoje, há 11,5 mil presos trabalhando em todas as unidades do Estado, o que representa um aumento de mais de 20% em relação a 2010. Os detentos trabalham nas mais diversas atividades, como produção de bolas, sacolas ecológicas, equipamentos eletrônicos, cortinas, uniformes, roupas e, até mesmo, na reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014.

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