Minas por Região

Economia / Desenvolvimento

11h17m - 09 de Fevereiro de 2012 Atualizado em 07h49m

Equipamento da Cemig monitora alterações em grandes estruturas

Sistema ótico poderá ser usado para medir deformações com rapidez

A fibra óptica vai permitir avanços no monitoramento de edificações e grandes estruturas. Um novo equipamento foi desenvolvido em um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), que avaliou o potencial da tecnologia de equipamentos ópticos e concebeu o Sistema de Monitoramento Distribuído de Temperatura e Força (SMDTF).

No SMDTF, as perturbações da luz que trafegam dentro da fibra óptica são analisadas para a avaliação da temperatura, força e deformação mecânica em estruturas, como barragens de usinas, torres de transmissão e linhas subterrâneas. Isso é possível usando somente a fibra óptica como sensor e transmissor desses valores, graças a uma forma inovadora de medição da intensidade de luz por equipamentos denominados Optical Time Domain Reflectometers (OTDR), já utilizados para analisar a qualidade das fibras óticas.

As vantagens desse novo equipamento, em relação às tecnologias tradicionais, é que ele permite o sensoriamento e a transmissão das medições, realizados na velocidade da luz. “A medição será precisa e rápida, conferindo maior segurança e garantia da eficiência operacional das grandes estruturas”, explica o engenheiro de tecnologia e normalização Carlos Alexandre Meireles Nascimento, da Cemig.

No setor elétrico, o novo equipamento óptico vai auxiliar o monitoramento da temperatura e a força ao longo das linhas de transmissão e distribuição de energia, bem como a força aplicada a barragens, torres de transmissão e equipamentos como geradores e transformadores, dentre outros. Além disso, será possível avaliar qualquer grande estrutura, como prédios residenciais e comercias. O equipamento também pode ser utilizado no monitoramento da temperatura e esforços de gasodutos e oleodutos.

Desenvolvimento

A previsão de realização do projeto é de dois anos. O primeiro protótipo, que vai medir a temperatura, já foi testado e validado. O segundo protótipo, que será desenvolvido ao longo deste ano, irá medir a força. Ao todo, serão investidos R$ 2,4 milhões no projeto, sendo R$ 1,4 milhão pela Cemig e R$ 1 milhão pelo CPqD.

De acordo com Carlos Alexandre, a intenção é que, ainda em 2012, esteja consolidada a primeira versão comercial do equipamento, para que no próximo ano seja possível a comercialização de novas unidades de acordo com a demanda.

Para João Batista Rosolem, engenheiro de tecnologia óptica do CPqD, a nova tecnologia irá possibilitar grandes melhorias, com impacto na economia nacional, uma vez que torna-se possível a abertura de um novo mercado para a aplicação imediata dos sistemas de sensoriamento.

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