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18h22min - 18 de Julho de 2013 Atualizado em 18h27min

Governo de Minas apresenta estudo de adutora de água para municípios do Norte de Minas

Encontro entre Sedvan e Codevasf tratou também do Projeto Jequitaí. Iniciativa vai viabilizar a irrigação de 35 mil hectares de lavouras no semiárido mineiro

Sedvan/Divulgação
O diretor da Codevasf, Guilherme Almeida, e o secretário Gil Pereira participam da reunião técnica
O diretor da Codevasf, Guilherme Almeida, e o secretário Gil Pereira participam da reunião técnica

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), apresentou, nesta quinta-feira (18), ao diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Guilherme Almeida de Oliveira, estudo para implantação de sistema de adutora de água, incluindo captação, bombeamento e distribuição para seis municípios e localidades no Norte do Estado.

O estudo técnico preliminar prevê a implantação de uma linha adutora de ferro fundido com 210 quilômetros de extensão (diâmetro de 500 mm a 200 mm) e quatro estações elevatórias de bombeamento, para atender população em torno de 102,5 mil pessoas nos municípios de Matias Cardoso, Gameleiras, Mamonas, Espinosa, Monte Azul e Catuti, além de outras localidades. As obras para construção do sistema de abastecimento estão orçadas em aproximadamente R$ 168,5 milhões.

Integração Nacional

Ao apresentar o plano de abastecimento de água potável, o secretário da Sedvan, Gil Pereira, explicou que “está prevista a implantação de adutora para atender os moradores dos seis municípios citados e de localidades, a partir da captação de água do Rio São Francisco, por meio do canal de atendimento do Projeto Jaíba”.

O diretor da Codevasf, Guilherme Almeida, solicitou ao secretário que sejam feitas algumas adaptações ao estudo para elaboração do anteprojeto, condição sempre necessária à viabilização de qualquer empreendimento. Ao elogiar a iniciativa, Guilherme Almeida acertou com o secretário de Estado Gil Pereira apresentar, na próxima semana, o estudo ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.

Também estiveram presentes o presidente da Fundação Rural Mineira (Ruralminas), Luiz Afonso Vaz de Oliveira; o superintendente da Codevasf em Minas Gerais, Aldimar Dimas Rodrigues; e o secretário-adjunto da Sedvan e diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Bruno Alencar.

Barragem de Jequitaí

O secretário Gil Pereira e Guilherme Almeida participaram ainda de reunião do Comitê Executivo do Projeto Jequitaí, que prevê a construção da primeira barragem no rio de mesmo nome, para implantar projeto de irrigação de 35 mil hectares. Serão investidos R$ 59,9 milhões na construção da estrutura de barramento.

“De acordo com a Ruralminas e a Codevasf, começam em agosto as obras contratadas no início do ano, durante solenidade com o governador Antonio Anastasia e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. A Sobrado Engenharia será responsável pela execução dos trabalhos de implantação da barragem”, informou Gil Pereira.

O Comitê Executivo tratou também de outros assuntos relacionados, como aquisição de terras, reassentamentos e adequações ambientais, que prosseguem conforme cronograma apresentado.

Reivindicação e investimentos

O Projeto Jequitaí é uma reivindicação de Minas Gerais desde a década de 1950, sendo considerado fundamental para o desenvolvimento econômico do Norte de Minas. Após um grande movimento e esforço do Estado junto ao governo federal nos últimos anos, o Jequitaí começa a ser implantado. Em 2011, o governo estadual, por meio da Ruralminas e da Sedvan, e o governo federal, por meio da Codevasf, assinaram convênio de R$ 95 milhões, para o processo de desapropriação da área da Barragem Jequitaí I.

Com investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão a serem feitos num prazo de 12 anos, o Projeto Jequitaí viabilizará a irrigação de 35 mil hectares de lavouras na região do semiárido mineiro, contemplando 19 municípios. Serão produzidas frutas como uva, manga, banana, abacaxi, melão, além do cultivo de alho, tomate industrial e algodão. O sistema de irrigação terá dois canais principais, um com 44,8 quilômetros de extensão e o outro com 32,4 quilômetros. As duas barragens previstas poderão acumular 766,25 milhões de metros cúbicos de água.

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