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Educação

10h21m - 11 de Fevereiro de 2012 Atualizado em 11h13m

Professores do primeiro curso presencial da Magistra recebem certificados

Participaram da capacitação, cerca de 90 educadores das 11 escolas que integram o projeto “Reinventando o Ensino Médio”

Renato Cobucci/Imprensa MG
Curso durou uma semana e foi realizado na sede da Magistra, no bairro Gameleira, em BH
Curso durou uma semana e foi realizado na sede da Magistra, no bairro Gameleira, em BH

Cerca de 90 professores que participaram da primeira capacitação presencial da Magistra – Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores - receberam seus certificados nesta sexta-feira (10). Direcionado para professores das 11 escolas estaduais da regional Norte, que fazem parte do projeto “Reinventando o Ensino Médio”, da Secretaria de Estado de Educação (SEE), o curso durou uma semana e foi realizado na sede da Magistra, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte.

Com carga horária de 40 horas, a capacitação teve por objetivo treinar os professores nas áreas de empregabilidades que serão oferecidas pelo Reinventando. Cada uma das escolas contará com um coordenador de projeto e três orientadores, sendo um para cada área de empregabilidade: Comunicação Aplicada, Tecnologia da Informação e Turismo. Todos os educadores que atuarão no projeto são servidores das escolas e se capacitaram com o auxilio de consultores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para a coordenadora do projeto na Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, Maria Bernadete Coelho Morgado, a capacitação foi muito proveitosa. “Ela serviu para nos motivar e nos ajudar a encontrar novas formas de trabalhar o ensino médio na escola, tornando-o mais atrativo para os educandos”, disse.

Já a professora de História da Escola Estadual Professora Francisca Malheiros, Andréia Cristiane de Moura, afirmou que o curso ajudará no desenvolvimento das aulas e também fora da escola. “A parte tecnológica foi muito boa. Além da parte teórica, também criamos algumas ideias de como aplicar a tecnologia na sala de aula. Aprendi coisas que vão me ajudar até na vida pessoal”.

Segundo a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio, Audrey de Oliveira, outras capacitações irão acontecer ao longo do ano. “Esse é o primeiro de muitos encontros que terão o objetivo de aprimorar e consolidar a formação continuada dos professores do ensino médio de Minas Gerais. Inicialmente, serão capacitados os professores que atuarão nas áreas de empregabilidades, mas todos os docentes que atuam com os Conteúdos Básicos Comuns (CBCs), nas disciplinas usuais, também serão capacitados”. Estes educadores serão multiplicadores do conhecimento adquirido em suas escolas.

Durante a capacitação, os professores tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as áreas de empregabilidade e de realizar discussões sobre cada uma delas. Eles também  visitaram os espaços da Magistra.

Projeto “Reinventando o Ensino Médio”

A iniciativa é voltada para os alunos do ensino médio e tem entre seus objetivos tornar o currículo mais completo e atrativo, além de gerar competências e habilidade focadas na empregabilidade. Inicialmente, participarão do projeto cerca de três mil alunos do 1º ano do ensino médio.

A organização curricular do projeto foi instituída pela Resolução SEE nº 2.030. Entre as mudanças previstas na resolução está a criação de áreas de empregabilidade. Elas serão parte do currículo dos alunos e serão ofertadas em três grandes áreas: Comunicação Aplicada, Tecnologias da Informação e Turismo.

Para que os estudantes possam escolher a área na qual quer se capacitar, as escolas promoverão, para os alunos do 1º ano do ensino médio, um seminário de introdução ao novo currículo.  Nesse evento, as três áreas e suas possibilidades serão apresentadas aos alunos, que deverão optar por uma delas.

Mais tempo em sala

A carga horária também será alterada. O currículo, que antes era composto por 2.500 horas ao longo dos três anos do ensino médio, será composto por 3 mil horas distribuídas nos três anos. Serão 2.500 horas de formação geral e 500 horas de formação específica. Para o cumprimento da carga horária, no curso diurno será instituído o sexto horário.

Já no noturno, 500 horas deverão ser organizadas sob a forma de projeto, sendo 300 horas para os Conteúdos Interdisciplinares Aplicados, relacionados aos Conteúdos Básicos Comuns (CBCs), e 200 horas para os Conteúdos Práticos nas áreas de empregabilidade.

As mudanças serão implantadas gradativamente, iniciando-se com os alunos matriculados no 1º ano do ensino médio.  A implantação do projeto “Reinventando o Ensino Médio” nas demais escolas da rede estadual será progressiva, respeitados os critérios a serem estabelecidos pela SEE.

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