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16h01min - 20 de Novembro de 2012 Atualizado em 18h47min - 28 de Junho de 2013

Seminário em Belo Horizonte marca Dia da Consciência Negra

O objetivo é divulgar, em Minas Gerais, a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial

Renato Cobucci/Imprensa MG
O evento aconteceu no Auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa
O evento aconteceu no Auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado nesta terça-feira (20), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Pró-Igualdade Racial (Cepir), promoveu o IV Seminário Estadual de Promoção da Igualdade Racial: diálogos sobre a Lei nº 12.288/2010. O evento aconteceu no Auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa, e reuniu gestores estaduais, municipais, funcionários públicos, estudantes do ensino médio e superior. O objetivo é divulgar, em Minas Gerais, a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial.

Estudantes da Escola Estadual Maria de Andrade Rezende, de Belo Horizonte, interpretaram a música “Canto das Três Raças”, eternizada na voz de Clara Nunes. Segundo o secretário adjunto de Desenvolvimento Social, Juliano Fisicaro, a criação da Cepir, em 2011, foi uma conquista de grande importância, uma vez que promoveu a intersetorialidade com outras áreas, como a saúde e educação, por exemplo.

“O art. 2º da Lei nº 12.288 diz que é dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo todo o cidadão brasileiro, independente da etnia ou da cor da pele. O Estado e a sociedade devem atuar em conjunto para que as leis sejam efetivas e os programas distribuídos de forma equânime. Dados estatísticos comprovam que já houve muitos avanços nessa área, mas que ainda persistem outras questões que diferenciam essa população, como na questão do emprego. Temos que melhorar cada vez mais nosso país e minimizar essas diferenças, por meio de discussões na sociedade, salas de aula e seminários como este”, ressaltou.

O presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Ronaldo Pereira, parafraseou Joaquim Nabuco, dizendo que “o Brasil não existiria se não fossem os braços dos negros”.

Para combater a discriminação racial e preservar a memória de Zumbi dos Palmares, símbolo brasileiro de resistência e luta contra a escravidão, o Governo de Minas Gerais tem promovido, nos últimos anos, várias atividades no mês de novembro, considerado o “Mês Estadual da Consciência Negra”.

Nove anos de comemoração

Desde 2003, por meio do Projeto de Lei nº 10.639, o dia 20 de novembro foi estabelecido como o Dia da Consciência Negra. A escolha da data se deve à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, personagem histórico que representou a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

A comemoração da data tem grande importância, uma vez que estimula a conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura brasileira nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos. 

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