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Ciência e Tecnologia

15h00m - 10 de Fevereiro de 2012 Atualizado em 04h42m

Unimontes amplia parceria com Universidade canadense de Alberta

Protocolo de intenções visa implementar convênios técnicos, científicos e culturais para estudantes de graduação, mestrandos, doutorandos e professores

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) está ampliando seu processo de internacionalização, através de um protocolo de intenções assinado com a Universidade de Alberta, em Edmonton, Canadá. A proposta é implementar convênios técnicos, científicos e culturais para estudantes de graduação, mestrandos, doutorandos e professores, que poderão ser estendidos a mais três instituições daquele país.

As duas instituições já possuem acordo de colaboração científica na área de Biologia, como integrantes da Rede Internacional Colaborativa de Pesquisas Tropi-Dry (do termo em inglês “Tropical Dry Forests”), desde 2004. Outros cinco países também participam dos estudos.

Com o acordo, as parcerias entre a Unimontes e a Universidade de Alberta serão estendidas para outras áreas do conhecimento como Física, Matemática, Geociências, Química, Ciências da Saúde, Computação, Produção Agrícola e Ciências da Terra (energia renovável, agricultura sustentável, produção mineral), entre outras.

Mais universidades

Com a oficialização deste novo convênio, a Unimontes terá acesso também aos benefícios oferecidos pelo Consórcio Caldo, cuja sigla é composta pelas iniciais das universidades integrantes: Alberta, Laval, Dalhousie e Ottawa. O Caldo é um programa criado em 2009, no Canadá, específico para ampliar o atendimento aos estudantes, professores e pesquisadores brasileiros que estejam participando do programa Ciência sem Fronteira, do Governo Federal.

“O consórcio oferece uma série de opções aos brasileiros para que tenham a oportunidade de compartilhar suas atividades de pesquisa, intercâmbios de materiais e de publicações em nosso país”, disse Gregory Taylor, pró-reitor de Ciências da Universidade de Alberta.

Já o pró-reitor de Assuntos Internacionais, Arturo Sanchez, explicou que a meta das instituições canadenses é de receber mil brasileiros nos próximos quatro anos, tendo em vista que os universitários, pesquisadores, mestrandos e graduandos podem pleitear bolsas de financiamento dos estudos junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como prevê o programa Ciências sem Fronteira.

A permanência de cada intercambista no Canadá pode variar de 8 a 15 meses, com acesso também às indústrias de ponta canadenses, laboratórios de alta tecnologia e centros tecnológicos para estágios. Há ainda, incentivo para o aprendizado e aperfeiçoamento dos idiomas francês e inglês. Atividades extracurriculares, produção de pesquisas e participação em ações extensionistas são alguns pré-requisitos para os acadêmicos interessados em fazer parte do Caldo e do Ciência sem Fronteira. 

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