Cigarro tem poder de dependência maior que crack e heroína
CABEÇA:
Noventa e seis por cento dos fumantes tem vontade de largar o cigarro. Os números são do Instituto Nacional de Câncer que apontam também para um importante dado: 18 milhões de pessoas são fumantes no Brasil, 500 mil a menos do que o número de ex-fumantes. Campanhas de conscientização e leis antifumo que inibem o cigarro em lugares fechados, como a de Minas que entra em vigor em abril, tem papel importante na luta contra o tabagismo. O médico Rogério Salgado que é especialista na área de dependência química acredita que a tendência é a restrição maior ao fumante no país:
SONORA:
Rogério Salgado
C: “O Brasil...”
T: “... o não fumante.”
OFF:
Rogério Salgado explica que o fumante encontra dificuldade em largar o cigarro pelo alto grau de dependência que chega a ser maior do que o usuário de crack.
SONORA:
Rogério Salgado
C: “A nicotina...”
T: “... drogas mais pesadas.”
OFF:
A Lei antifumo em Minas proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de produto similares em lugares coletivos que sejam fechados. A ideia é proteger a pessoa que não é fumante daquela fumaça que pode trazer muitas doenças. Rogério Salgado destaca que o fumante passivo corre o risco de adquirir todas as doenças que são associadas ao fumante.
SONORA:
Rogério Salgado
C: “Basicamente o fumante...”
T: “... passivo também.”
NOTA PÉ:
De acordo com a Organização Mundial de Saúde o tabagismo é maior epidemia hoje no mundo responsável por 10 por cento de todas as mortes ocorridas em todos continentes.
ASSINATURA:
Agência Minas/repórter Fabiano Frade
TEMPO: 2’46’’