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Políticas de segurança em Minas revertem tendência de estudo do Unicef

Quarta-feira | 22/07/2009 | 19:10·Atualizado em 27/06/2013 | 03:05
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CABEÇA:

Minas Gerais apresenta índices melhores do que os projetados por estudo realizado pelo Unicef e pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. O levantamento, que considera números de 2006, prevê que 33 mil e 500 adolescentes serão assassinados até 2012 no Brasil. O Índice de Homicídios de Adolescentes coloca cinco cidades mineiras entre as 20 onde há maior probabilidade de pessoas entre 12 e 18 anos serem assassinadas. De acordo com projeções, Belo Horizonte teria, por ano, uma média de 178 assassinatos de adolescentes. Mas a previsão não vem se concretizando. A cidade registrou, entre jovens de 12 a 18 anos, 105 mortes em 2007 e, 92 em 2008, e 34 nos primeiros seis meses de 2009. Governador Valadares, a cidade com a segunda pior projeção do Brasil de acordo com o governo federal, também não alcançou o patamar sugerido. Pelo estudo, haveria uma média de 46 adolescentes mortos por ano. Mas, números mostram que foram 18 assassinatos de adolescentes em 2007, 20 em 2008 e seis até junho deste ano. O secretário de Estado de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, acredita que programas de redução de criminalidade, como o Fica Vivo, são responsáveis pela melhora nos índices.

SONORA:

Maurício Campos Júnior

C: “Esse estudo...”

T: “... mais visível.”

OFF:

Outra iniciativa de destaque é o programa Poupança Jovem, que está presente em três dos cinco municípios mineiros que tiveram as piores previsões na pesquisa do Unicef. Estudantes com boa freqüência nas aulas e que participam de atividades extracurriculares recebem mil reais a cada ano do ensino médio e, ao concluírem os estudos, podem retirar o saldo de três mil reais. O secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Agostinho Patrús Filho, conta que a idéia é manter os jovens longe da criminalidade.

SONORA:

Agostinho Patrús Filho

C: “Além de Governador Valadares”

T: “... da criminalidade.”

NOTA PÉ:

Desde sua criação, em 2003, mais de 15 mil jovens foram atendidos pelo programa Fica Vivo. Já o Poupança Jovem atende, atualmente, cerca de 30 mil estudantes em Minas.

ASSINATURA:

Agência Minas/repórter Ivana Fonseca

TEMPO: 3’52’’