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Ações articuladas e mobilização são armas contra a dengue

Terça-feira | 16/10/2007 | 17:05·Atualizado em 18/06/2013 | 21:24
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BELO HORIZONTE (16/10/07) - Realizar ações articuladas em todas as esferas de governo, com participação de outros setores além da saúde, e mobilizar toda a sociedade civil. Este foi o consenso que marcou o último dia de atividades do “Seminário Internacional dos Avanços e Controle da Dengue”, realizado nesta terça-feira (16), em Belo Horizonte. O evento, que contou com as presenças do secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana, e do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, marcou ainda o lançamento da “Campanha Nacional de Mobilização contra a Dengue”. O objetivo é conscientizar o cidadão sobre o combate à doença, que tem na ação individual um fator importante para sucesso da prevenção.

Marcus Pestana apresentou a situação de Minas Gerais em relação à enfermidade. Em 2002, o Estado enfrentou uma epidemia, registrando 60.371 notificações. “Nos anos seguintes, houve redução e estabilização dos índices, com números próximos a 20 mil casos. Mas em 2007 e no ano passado, houve inversão na curva epidemiológica, o que nos deixa preocupados”, alertou.

O secretário ainda complementou, citando os investimentos e as medidas tomadas pelo Governo de Minas, com “recursos da ordem de R$ 3,3 milhões para o plano de intensificação do combate junto aos municípios com maior número de casos”. Pestana lembrou, no entanto, que as ações governamentais devem ser acompanhadas da vigilância da população para evitar focos do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.

Doença grave

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ressaltou que a dengue é uma doença grave, que pode matar, como ocorreu este ano, fazendo 121 vítimas pelo país, nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Maranhão.

Temporão apontou alguns fatores que tornam a dengue uma doença complexa de ser abordada, uma vez que o mosquito apresenta capacidade de adaptação nas áreas urbanas e rurais, registrando presença até em regiões de clima frio. “Além disso, por existirem quatro tipos de vírus, as pesquisas dificilmente produzirão uma vacina eficiente em curto espaço de tempo. Por isso, devemos enfrentar a dengue da melhor forma até o momento, com estratégias integradas e com foco na prevenção”, declarou.

Para cumprir esse objetivo, o ministro revelou a intenção em dar nova orientação aos agentes comunitários de combate à dengue, para que eles não apenas eliminem os focos encontrados nos imóveis residenciais e comerciais, mas que haja uma interação com o profissional de saúde, com “uma postura mais pedagógica, trazendo informações para o responsável pelo local, o que pode produzir maior mobilização das pessoas”.

Na parte da capacitação do atendimento, foi feita referência a um convênio com os Conselhos Regionais e Federal de Medicina, para que cada médico, independente da sua especialidade, receba material educativo sobre a doença e diagnóstico.

Presente ao seminário, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, endossou as palavras do ministro e do secretário Pestana, realçando a necessidade de um manejo correto do meio ambiente e que os esforços não devem estar restritos à área da saúde.

Dengue em Minas

Até agosto de 2007, foram notificados em Minas 38.974 casos de dengue. De acordo com o gerente de Vigilância Ambiental, Francisco Lemos, para evitar o avanço da doença, muitas ações vêm sendo adotadas no Estado desde 2006. Como exemplo, citou o Lira- Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti. Essa investigação permitirá um conhecimento prévio, por parte das autoridades de saúde municipais dos seus principais criadouros do vetor e conseqüentemente medidas direcionadas a estes reservatórios poderão ser executadas.