Aécio Neves destaca trajetória política de Agostinho Patrus
BELO HORIZONTE (25/02/08) – O governador Aécio Neves afirmou, nesta segunda-feira (25), que o maior legado deixado pelo ex-deputado Agostinho Patrus foi o seu espírito conciliador. O governador fez a afirmação em entrevista, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde o corpo do ex-deputado está sendo velado. Agostinho Patrus foi um dos colaboradores mais próximos do governador Aécio Neves, ocupando o cargo de secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas em seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006. Atualmente, ocupava o cargo de diretor vice-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Ele morreu no domingo (24), em São Paulo, onde se tratava de um câncer no estômago.
“Agostinho era entendimento, era conversa, era superação. E acho que fica uma lacuna. Fica uma lacuna, mas, ao mesmo tempo, ficam exemplo e lembranças de um convívio sempre agradável, de uma disponibilidade permanente para enfrentar qualquer dificuldade, para cumprir qualquer missão. Se eu pudesse resumir, talvez, a figura pública de Agostinho Patrus eu diria que é o homem do entendimento, do diálogo, do afeto e isso, para nós mineiros, tem um valor enorme na vida pública”, disse Aécio Neves.
Dignidade
Segundo o governador, a morte de Agostinho Patrus representa uma grande perda para a vida pública de Minas, pela sua conduta sempre pautada por valores e princípios éticos. Ele ressaltou também que a sua atuação como secretário de Estado foi fundamental para a consolidação do projeto de governo em curso em Minas.
“Agostinho Patrus era um político na dimensão maior que essa expressão possa ter, conciliador, capaz de superar as divergências com uma simplicidade e naturalidades extraordinárias. Foi, no nosso projeto de governo, fundamental em todas as suas etapas. Ocupou postos da maior relevância ao longo da sua trajetória política, seja aqui na Assembléia, no nosso governo, em outros governos, e sempre deixando essa marca do entendimento, da boa amizade, da boa relação política”, destacou o governador.
Biografia
Agostinho Patrus era mineiro de Belo Horizonte e tinha 68 anos. Formado pela Faculdade de Medicina da UFMG em 1966, foi eleito presidente da Associação Médica de Minas Gerais em 1977 e reeleito em 1980. Seu primeiro cargo público foi o de secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Saúde, em 1981, no governo Francelino Pereira.
Em 1982, foi eleito deputado estadual e teve atuação destacada nas áreas de saúde e educação. Reeleito para as cinco legislaturas seguintes, alternou o exercício do mandato parlamentar com o desempenho de vários cargos no Poder Executivo estadual.
Agustinho Patrus foi presidente da Assembléia Legislativa entre 1995 e 1997, no primeiro biênio do governo Eduardo Azeredo. Ocupou também os cargos de presidente do Colégio de Presidentes das Assembléias Legislativas Estaduais e da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), do qual foi fundador. Patrus foi também secretário de Estado da Casa Civil (1997-98), no governo Eduardo Azeredo, e secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas (2003-06), no primeiro mandato do governador Aécio Neves.