Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Galeria

Aécio Neves discute revitalização com ministro Ciro Gomes

Quinta-feira | 21/07/2005 | 18:05·Atualizado em 18/06/2013 | 21:28
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp

BELO HORIZONTE (21/07/05) – O governador Aécio Neves recebeu hoje, no Palácio das Mangabeiras, o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. Durante o encontro, o ministro apresentou uma proposta de construção de barragens nas bacias dos rios das Velhas, Paracatu e Urucuia, dentro do projeto de revitalização do Rio São Francisco no território mineiro.

“O ministro Ciro veio tratar de questões que interessam ao país. Ele traz aqui, com a equipe técnica do ministério, uma proposta aprofundada sobre a questão da revitalização do São Francisco, algo que sempre foi colocado pelos mineiros como um pressuposto fundamental e definitivo para que se possa discutir a questão da revitalização”, afirmou o governador durante entrevista.

A proposta do Ministério da Integração Nacional atende a reivindicação do Governo do Estado, que exige a revitalização do Rio São Francisco antes de qualquer discussão sobre o projeto de transposição. Aécio Neves afirmou que a proposta será encaminhada aos órgãos ambientais do Estado para que inicie uma discussão técnica sobre a viabilidade. Também serão avaliadas as garantias de investimentos para que o projeto de revitalização seja realmente realizado.

“O ministro apresentou um documento muito bem elaborado pela sua profundidade e a nossa equipe aqui reunida abre, portanto, a partir de hoje, uma discussão técnica para que nós possamos ter investimentos efetivos na revitalização do Rio São Francisco para que, a partir daí, se discutam outras questões”, disse o governador.

Barragens

De acordo com o projeto do Ministério, as barragens irão permitir um acréscimo de 54 metros cúbicos por segundo ao rio São Francisco, o que significa uma vazão regularizada de 1.200 metros cúbicos por segundo, restaurando a possibilidade de navegação. Os barramentos também irão incorporar ao território de Minas Gerais 144 mil hectares destinados a projetos de irrigação.

A proposta do Ministério da Integração Nacional foi apresentada ao governador, ao secretário-adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Shelley de Souza Carneiro, ao presidente da Cemig, Djalma de Morais, e a dirigentes e técnicos dos principais órgãos ambientais do Estado.

Revitalização

O ministro Ciro Gomes afirmou ser justa a exigência do Estado em garantir a revitalização do Rio São Francisco. O rio percorre cerca de 1135 quilômetros em Minas Gerais. O Estado concentra cerca de 59% da população total da bacia e o principal pólo industrial responsável por, aproximadamente, 75% do potencial poluidor.

“Este projeto que nós estamos trazendo, ao regularizar a vazão de 1.200 metros cúbicos por segundo depois do Urucuia, das Velhas, Paracatu, restaura a navegação, o que é uma outra agenda. De maneira que toda agenda de revitalização, que é uma justíssima queixa do povo mineiro, não é só um compromisso nosso, como já está em processo de atendimento”, disse.

Ciro Gomes afirmou que o governo federal irá garantir recursos para a revitalização do Rio São Francisco, orçada em R$ 4,5 bilhões, ao longo dos 2,7 mil quilômetros de extensão e corta 250 municípios. Ele citou as obras que estão sendo executadas pelo Governo do Estado, em parceria com o governo federal, como a recuperação do Rio das Velhas, que recebe todo o esgotamento sanitário de Belo Horizonte e é o mais grave vetor de poluição do São Francisco.

"O programa de revitalização está orçado em R$ 4,5 bilhões e em 21 das 250 cidades já estão contratados os seus recursos para o saneamento básico. Estamos já no processo de revitalização do rio das Velhas, que recolhe efluentes in natura do esgoto sanitário de Belo Horizonte e um conjunto articulado de ações que já são bem impressionantes no Jequitinhonha, Mucuri, no Projeto Jaíba. Em parceria com o IEF (Instituto Estadual de Florestas), nós estamos produzindo os primeiros canteiros de mudas para reposição de matas ciliares”, afirmou.

Sem imagens nesta galeria.