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Alberto Cavalcanti comemora Dia de Cuidados Paliativos

Sexta-feira | 16/10/2009 | 11:36·Atualizado em 29/06/2013 | 15:03
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BELO HORIZONTE (16/10/09) - Muitas vezes, o tratamento para a dor e o sofrimento é o carinho, a atenção e a assistência. Essa é a essência dos cuidados paliativos. Com a proposta de trazer à discussão tema tão importante, o Hospital Alberto Cavalcanti (da Rede Fhemig) realizou, nessa quinta-feira (15), o 1º Seminário de Cuidados Paliativos. O destaque do evento foi o plantio de um jardim de girassóis, na abertura, com a participação de toda a equipe da unidade. O girassol é o símbolo do Dia Mundial de Cuidados Paliativos.

Foram apresentadas diversas palestras, que discutiram a importância da equipe multidisciplinar nos cuidados paliativos, a interface da oncologia com os cuidados paliativos, os conceitos e a abordagem aos pacientes em fase terminal, entre outros.

Dalze Lohner Maia, diretora do Hospital Alberto Cavalcanti, disse, na abertura do evento, que esses cuidados sempre foram uma vocação natural do hospital, mesmo antes de se saber que havia uma área voltada para isso. “Desde os primeiros anos do Alberto Cavalcanti, quando eram atendidos os pacientes com tuberculose, já havia preocupação em atendê-los com carinho, com uma assistência humanizada, e a equipe sempre desempenhou muito bem esse papel”.

A presidente da Sociedade Mineira de Tanatologia (ciência que estuda a morte), Ana Paula Abranches, é médica paliativista da equipe do Hospital Alberto Cavalcanti. Para ela, o objetivo desse tipo de tratamento é dar boa qualidade de vida ao paciente que já não tem possibilidade de cura. “Sempre é feita uma avaliação dos sintomas que geram desconforto. Em seguida, é realizado o tratamento terapêutico, com medicamentos, para minimizar a dor”, afirma Ana Paula.

Ana Paula ainda ressalta que o trabalho médico vai muito além dessa medicação. Ela cita o caso de Jovita Pereira dos Santos, de 58 anos, que possui um câncer no esôfago e recebe o acompanhamento paliativo no Hospital Alberto Cavalcanti. Essa paciente manifestou o desejo de rever os netos e a equipe do Serviço Social tem se empenhado, desde então, para realizar esse desejo, tentando trazer seus netos, que moram no interior de Minas.

“O intuito é tirar a doença do foco principal da atenção e colocar, em seu lugar, o paciente e tudo que possa fazê-lo mais feliz”, enfatiza. Ela acredita que os profissionais de saúde, sobretudo aqueles que trabalham com cuidados paliativos, precisam ter muito bem resolvida a questão de sua própria morte, tendo a noção de que a morte é um processo natural da vida e não um fracasso técnico.

A equipe do Hospital Alberto Cavalcanti é multidisciplinar, composta por psicólogos, assistente social, nutricionista, terapeuta ocupacional, enfermeiras e fisioterapeutas. O hospital já se preocupa com o cuidado paliativo há mais de quatro anos, realizando treinamentos para que os profissionais aprendam a lidar melhor com as situações de terminalidade. Nessas oportunidades, também são abertos espaços para que eles expressem suas emoções e dificuldades no atendimento ao paciente em estado grave, sem possibilidades de cura, e aos seus familiares.