Anastasia participa de posse da diretoria da Faemg
BELO HORIZONTE (21/11/08) - O governador em exercício Antonio Anastasia e o vice-presidente da República, José Alencar, participaram da posse da diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), na noite desta quinta-feira (20), no Buffet Catharina, em Belo Horizonte. A diretoria-executiva reeleita é formada pelo presidente, Roberto Simões; o diretor-secretário, Marcos de Abreu e Silva; e o diretor-tesoureiro, João Roberto Puliti. O novo mandato vai até novembro de 2011.
Nesse novo mandato, a diretoria tem como metas incrementar o processo de interiorização das ações da Faemg, a consolidação da formação de novas lideranças e o fomento dos processos de gestão com qualidade nos negócios rurais. Os diretores também pretendem revigorar o programa de realização de grandes eventos, como feiras de produtos alimentícios mineiros e o Congresso Pan-Americano do Leite, em 2010, em Belo Horizonte.
“Minas é um estado de grande vocação agrícola. Somos o maior produtor de café e leite do Brasil, e um dos maiores rebanhos do país. A Faemg é a instituição legítima que representa com extrema experiência e eficiência todos os ruralistas de Minas, em uma parceria estreita com o Governo do Estado”, disse o governador em exercício Anastasia.
O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana, é um antigo presidente da Faemg, o que significa, na opinião de Anastasia, uma forte sinergia entre o Governo e a instituição. “A Faemg representa o que há de mais nobre nas atividades econômicas do país, a atividade produtora”, disse o vice-presidente José Alencar.
A Faemg tem filiados quase 400 Sindicatos Rurais, representando 400 mil agricultores, pecuaristas e silvicultores. A entidade lidera uma das maiores forças do agronegócio brasileiro. Minas Gerais, que tem 550 mil estabelecimentos rurais, está em primeiro lugar na produção de café, leite, queijo, batata, cenoura, morango e florestas plantadas, além de responder por 7% da produção nacional de grãos. É o principal estado reflorestador do país, com uma área de 1,17 milhão de hectares e uma produção de 9 milhões de metros cúbicos de carvão de florestas plantadas.
Cenário da agricultura
Apesar da crise financeira internacional, as exportações do agronegócio mineiro, no período de janeiro a outubro de 2008, movimentaram cerca de US$ 4,8 bilhões. Na comparação com os US$ 4,1 bilhões alcançados no mesmo período do ano passado, houve um crescimento da receita de 18,3%.
Segundo análise da Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura do Estado, prevalece a estimativa de um novo recorde nas exportações dos produtos do agronegócio de Minas, que nos 12 meses de 2007 somaram US$ 4,9 bilhões. “A política agrícola sempre foi uma importante âncora econômica do Brasil para debelar os efeitos dos processos de inflação, recessão ou processos negativos da economia. Minas tem uma grande vocação agrícola, por isso o Governo do Estado está sempre alinhado com os líderes empresariais da área rural”, afirmou o governador em exercício.
Para o vice-presidente da República, a economia real começa na atividade mais nobre que é exatamente a agricultura, reside em trabalhar a terra e enfrentar dificuldades. “No Brasil não haverá recurso para a economia virtual, que levou o mundo à crise. Haverá para a economia real, como a agricultura”, disse.
A presidente eleita da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, foi incisiva ao afirmar que o agronegócio deve ser tratado com profissionalismo no Brasil e que o Governo federal deve garantir políticas de abastecimento. Segundo ela, fazendo pactos com entidades de classe, Banco Central e Banco do Brasil, por exemplo, para tentar evitar “um grande desgosto na próxima safra”. “Não queremos que o povo brasileiro sinta a crise na mesa, no prato de comida. Defendemos o abastecimento, a comida barata e a renda”, finalizou.
Força Sindical e CNTM
No mesmo dia o governador em exercício Anastasia participou da inauguração da Casa do Trabalhador, nova sede comum da Força Sindical e da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTM), em Belo Horizonte. A Casa do Trabalhador será um espaço de suporte a todas as entidades filiadas à Força Sindical e CNTM, a favor das lutas e mobilizações dos trabalhadores mineiros.
“O Governo do Estado tem parcerias fortes com a Força Sindical e seus diversos sindicatos, na área de qualificação e intermediação. Somos conscientes de que o poder público pode muito, mas não pode tudo. Se não fosse a participação da sociedade civil organizada, das entidades representativas dos trabalhadores e dos empresários, não conseguiríamos nada. É fundamental a participação dos municípios, das Ongs, das Oscips, dos sindicatos, das universidades, para que as políticas públicas sejam legitimadas pela sociedade”, afirmou Anastasia.
Segundo ele, o governador Aécio Neves, desde o primeiro dia do seu Governo, determinou à sua equipe que fizesse as devidas parcerias e uma das mais exitosas é a parceria com a Força Sindical.
A Força Sindical é uma organização sindical fundada em 1991. Seu primeiro presidente foi Luís Antônio de Medeiros, hoje deputado federal. Em abril deste ano, a Lei nº 11.648/2008 foi aprovada pelo Congresso Nacional, regulamentando a existência das Centrais Sindicais. Elas têm como objetivo coordenar a representação dos trabalhadores por meio das organizações sindicais a ela filiadas.
“Nossa Central precisa ter um local para reunir os trabalhadores do estado. Temos uma sede nacional em São Paulo, uma em construção em Brasília e agora esta em Minas”, explicou o presidente da Força Sindical Nacional, deputado federal Paulo Pereira da Silva.
Em Minas Gerais, a Força Sindical foi fundada em 1993 e atualmente conta com cerca de 90 sindicatos filiados, além de federações e confederações. “A nova sede vai acolher os 90 sindicatos filiados em Minas Gerais, vai trabalhar com informação e formação dos dirigentes sindicais e dar seqüência à defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores”, completou Rogério Fernandes, presidente da Força Sindical do Estado de Minas Gerais.
