Atletas, doadores e pacientes integram campanha da Hemominas
BELO HORIZONTE (26/06/07) - O exemplo de superação dos atletas de competição, associado à luta dos pacientes da Hemominas por uma melhor qualidade de vida, foi o foco da campanha “No Pan da solidariedade, seu sangue vale ouro”, promovida pela Fundação Hemominas e Minas Tênis Clube, antecipando os Jogos Pan Americanos 2007. Atletas de sete modalidades do clube mineiro foram nesta terça-feira (26) ao Hemocentro de Belo Horizonte e se encontraram com doadores voluntários de sangue e pacientes do ambulatório da instituição, com intenção de mobilizar a população para a doação de sangue.
Os esportistas foram recepcionados pela presidente da Fundação, Anna Bárbara Proietti. Para ela, esses atletas, além de serem ícones para as pessoas, têm hábitos saudáveis que podem ser aliados à ação segura da doação de sangue. A presidente afirmou ainda que doar sangue é um ato de solidariedade, pois beneficia as pessoas que dependem dele para sobreviver. Cláudio Henrique Machado Santos, presidente da Associação dos Drepanocíticos e Talassêmicos do Estado de Minas Gerais (Dreminas), também esteve presente no evento e agradeceu o gesto dos esportistas. “Vivemos desafios constantes e a presença dos atletas colabora para a inclusão social dos pacientes na sociedade”, comentou.
Sérgio Luiz Seixas, mais conhecido como Serginho, jogador de vôlei e campeão da liga nacional pelo Minas, foi um dos atletas a colaborar com a campanha e demonstrou bastante interesse pelo trabalho da Hemominas. “Acho válido, como cidadão, participar desse projeto. O atleta é uma vertente importante como formador de opinião e pode despertar o interesse dos amantes de esporte. Eu garanto que me interessei”, afirmou. Serginho ainda contou sua idéia de incentivo aos fãs. “Pretendo fazer uma campanha - em sites de esporte e de relacionamentos - sobre a importância da doação de sangue”, disse.
Fernanda Nunes, nadadora do Minas, afirmou que está confiante para participar do seu primeiro Pan e já adquiriu a consciência da relevância da doação de sangue. “Uma vez meu primo precisou de sangue em uma cirurgia. Neste momento, percebi a necessidade da doação e o quanto é difícil conseguir voluntários”, disse.
O encontro entre doadores, pacientes e atletas na sala de coleta de sangue também foi um momento marcante da campanha. João Batista de Paula, que tem anemia falciforme, afirmou que ações como essas chamam a atenção do doador para a existência de outras pessoas, que não as acidentadas, que necessitam de sangue. Messias Júnior, que doava durante o encontro, também reconheceu a importância de conhecer pessoas que precisam constantemente de sangue. “A gente não sabe o dia de amanhã. Hoje vim doar porque um amigo está precisando. Amanhã pode ser que eu necessite”, enfatizou.
Doações
Além de conscientizar os cidadãos saudáveis sobre a doação voluntária de sangue, a campanha “No Pan da solidariedade, seu sangue vale ouro” visou aumentar o comparecimento de doadores no período em que as atenções estão voltadas para o acompanhamento dos jogos. Também no inverno, a instituição registra uma queda no número de candidatos à doação nas suas unidades. Tal situação se deve às mudanças climáticas, à ocorrência de problemas respiratórios, às viroses, gripes e resfriados.
A Hemominas é uma rede com 19 unidades de coleta de sangue no Estado. As pessoas interessadas em se candidatar à doação podem procurar a unidade mais próxima da sua residência. Para ser um candidato à doação, é necessário ter e estar com boa saúde; não ter tido hepatite após os dez anos de idade; ter idade entre 18 e 65 anos; ter acima de 50 quilos; dormir bem na noite anterior à doação; não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis; não estar gripado, resfriado, com febre ou diarréia; não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas; não ser usuário de drogas; não estar grávida ou em período de amamentação; não ter sido submetido a exame de endoscopia ou broncoscopia nos últimos 12 meses; não ter feito tatuagem nos últimos 12 meses. A menstruação e o uso de pílulas anticoncepcionais não impedem a doação.
Atuação
A Hemominas atende cerca de 6 mil pacientes com doenças genéticas do sangue – hemoglobinopatias e coagulopatias – em todo o Estado. A hemofilia é uma das coagulopatias mais conhecidas, quando a pessoa precisa receber fatores de coagulação – hemoderivados - para evitar hemorragias. Entre as hemoglobinopatias, a de maior incidência em Minas Gerais é a anemia falciforme, que atinge cerca de 5 mil pessoas, cadastradas e atendidas na Fundação Hemominas. Vários desses pacientes precisam de transfusões constantes para sua sobrevivência.
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