Copasa debate programa contra enchentes no Sul de Estado
ITAJUBÁ (29/02/08) – Cerca de trezentos moradores dos bairros Freire, Salão, Ano Bom, Couto, Jerivá, Ilha e São João estiveram presentes nas reuniões realizadas por técnicos da Copasa entre terça e quinta-feira desta semana (dias 26, 27 e 28), em Itajubá, para discutir detalhes e esclarecer dúvidas sobre o projeto que vai implantar um moderno sistema de contenção de enchentes na bacia do Rio Sapucaí, no Sul de Minas.
Em cada uma das reuniões foi feita a apresentação do projeto técnico e também foi informado o estágio atual dos processos junto aos órgãos ambientais para viabilidade das obras. Além disso, também foram esclarecidas as duvidas sobre as desapropriações e o cronograma das obras.
No bairro Freire, até o final de março, a Copasa já deverá iniciar as negociações individuais com os proprietários dos imóveis que estão localizados nas áreas que serão alagadas com o barramento do Rio Sapucaí, entre Itajubá e Wenceslau Brás, uma vez que os levantamentos e as avaliações já estão concluídas. No bairro Salão, as avaliações também já estão sendo realizadas. Já nos bairros Ano Bom, Couto, Jerivá, Ilha e São João - regiões que poderão ser alagadas no período das chuvas- o cadastramento das propriedades locais vai ser iniciado em breve.
Além de acabar com as enchentes nas cidades de Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre, as obras vão gerar empregos e poderão atrair novos empreendimentos na indústria e no comércio na região. “E isso já está acontecendo”, revelou o assessor da presidência da Copasa, Rubens Coelho. Segundo ele, a companhia já está contratando profissionais em Itajubá, nas áreas jurídica, psicológica, serviço social e engenharia para prestar assessoria e apoio à população, sobretudo aos proprietários das áreas abrangidas pelo projeto. Com o objetivo de manter a transparência sobre o empreendimento e esclarecer as dúvidas da população a Copasa também está montando mais um escritório em Itajubá.
As obras
Serão investidos cerca de R$ 310 milhões na instalação de sistemas eletrônicos de monitoramento, em tempo real, das águas dos rios Sapucaí, Lourenço Velho e Vargem Grande. Todas as vezes que os sensores identificarem um volume de chuvas acima do normal nesses mananciais, mensagens serão enviadas, por telemetria, a um centro operacional que acionará, automaticamente, as comportas do sistema, regulando a velocidade e a vazão das águas. Os barramentos funcionarão como reservatório para a água em excesso. As obras têm previsão para serem concluídas até final de 2010.
Além de evitar as grandes perdas causadas pelas inundações, os barramentos vão auxiliar na proteção da infra-estrutura urbana, inclusive redes de água e esgotos, captação, interceptores, estações de bombeamento e estações de tratamento de água e esgotos, mantendo a normalidade da vida da população.
Meio ambiente
O projeto foi concebido com a consciência de se proteger o meio ambiente e causar o menor impacto possível, sobretudo em relação à vegetação permanente. Para tanto, os lagos formados nos períodos das cheias não durarão mais do que 15 dias, cumprindo, então, o papel de evitar enchentes e inundações no período chuvoso.
Também foram feitos cuidadosos estudos sobre a altura dos barramentos, manutenção das vazões normais, e a possibilidade do aproveitamento econômico das áreas no entorno do lagos com atividades ligadas ao agronegócio, entre outros.
“Com o objetivo de prover todos os interessados com informações corretas e evitar especulações, a Copasa ainda vai realizar reuniões com todas as comunidades envolvidas”, revelou Rubens Coelho.
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