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Epamig realiza visita técnica de piscicultura para jovens da Zona da Mata

Quinta-feira | 06/10/2011 | 14:49·Atualizado em 30/06/2013 | 14:52
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LEOPOLDINA (06/10/11) - A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) promoveu visita técnica nesta quarta-feira (5) para jovens estudantes do Programa Transformar, na Fazenda Experimental em Leopoldina, na Zona da Mata. Os estudantes e extensionistas da Emater-MG, dos municípios de Rio Pomba e Silveirânia, conheceram as novas instalações para pesquisas em piscicultura.

O pesquisador da Epamig, Thiago Archangelo Freato, apresentou os sistemas de cultivo e as instalações, como viveiro escavado, tanque-rede e recirculação de água. Segundo ele, na região de Leopoldina predomina a criação de tilápia em sistema de viveiro escavado pelo fato de ser uma área com grande disponibilidade de água.

“Na maioria, são pequenos produtores que querem diversificar a produção em sua propriedade. Muitas vezes aproveitam o açude para produzirem para próprio consumo e também em maior escala”. O pesquisador diz que a tendência é levar tecnologia para a Zona da Mata. “A produção na região ainda é pequena, pois falta uma logística mais adequada para comercialização”, observa.

O Projeto Transformar é um programa da Emater-MG, com o objetivo de promover ações que proporcionem oportunidades de aprimoramento profissional, produção, trabalho e renda para a juventude rural em suas comunidades, na perspectiva de constituição de uma nova classe rural.

Novo prédio para piscicultura

As novas instalações para pesquisas em piscicultura foram inauguradas em julho. O prédio dispõe de um galpão com sistema montado de recirculação de água para o cultivo de peixes, além de laboratório, depósito e alojamentos. A obra é resultado de um convênio firmado com a Mineração Rio Pomba Cataguases, com o objetivo de realizar o repovoamento de espécies de peixes ameaçadas de extinção na Bacia do Paraíba do Sul, e conta também com o apoio das empresas Barra do Braúna Energética e Cemig.

O sistema é constituído de 21 caixas d’água de cultivo de peixes de 1000 litros cada uma; um biofiltro baseado em processos mecânicos e biológicos de filtragem, que faz o barramento do excesso de sólidos em suspensão por meio de telas, a conversão da amônia em nitrato pela ação de bactérias nitrificantes e a posterior retirada do excesso de nitrogênio e fósforo por aguapés. O sistema de aeração é individual por caixa, por meio de um compressor de ar e sistema de aquecimento automático, com resistências, sensores e termostatos.

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