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“Escola sem Dengue” conscientiza alunos para o combate à doença

Quarta-feira | 19/05/2010 | 21:22·Atualizado em 30/06/2013 | 22:10
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BELO HORIZONTE (19/05/10) - Cerca de três mil alunos de 21 escolas da região da Pampulha, em Belo Horizonte, puderam aprender melhor sobre o combate ao mosquito da dengue e a doença por meio de atrações lúdicas e oficinas que fizeram parte do projeto “Escola sem Dengue”, realizado nesta quarta-feira (19), no Parque Ecológico Francisco Lins do Rêgo. O evento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, teve como objetivo estimular crianças e adolescentes a se envolverem em ações de enfrentamento da dengue em todo o Estado. Participaram, simultaneamente, as Gerências Regionais de Saúde e 22 municípios mineiros.

Apresentações teatrais e shows marcaram o dia no parque. O Núcleo de Mobilização Social da SES, formado por funcionários voluntários, se apresentou com a peça “Deu a louca no mundo da fantasia”, que contou a história da invasão do mosquito da dengue no mundo da fantasia com os principais personagens infantis. Vendo que a dengue invadiu os livros de história, os personagens montam uma força de combate para limpar focos de dengue, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água, acabar com o mosquito e apresentar atitudes que devem ser tomadas também no mundo real.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Mobilização Social da SES, Joney Fonseca, o teatro é capaz de expor para pais e alunos comportamentos cotidianos eficazes no combate à dengue. “Os espectadores, além de se entreterem, podem também fazer uso das informações para o cuidado com a saúde individual e da família, passando a adotar novos hábitos domésticos de prevenção como parte da rotina diária”, destacou.

Também se apresentou o grupo de Teatro Mobiliza SUS/BH da prefeitura, com a peça “Super-heróis no Combate à Dengue” e, para encerrar a manhã, a banda SUScesso apresentou músicas voltadas para o tema.

Na parte da tarde, atrações e oficinas tomaram conta do evento com desenho, laboratório e casinha da dengue, túnel História da dengue, distribuição do Almanaque Edi & Gita e novamente a apresentação do grupo de teatro da SES. “O teatro foi muito divertido. Aprendemos as fases de desenvolvimento do mosquito e como manter tudo longe da dengue. Na minha casa eu e meu pai sempre olhamos a caixa d’água e o telhado. Temos que acabar com o mosquito, a doença é muito perigosa”, comentou Lincon Souza Ferreira, de 12 anos, aluno da 5ª série da Escola Municipal Alice Nacif e integrante do grupo Toque Afro. Para a coordenadora do projeto, Elaine Marília, reunir as crianças com informações apropriadas para a idade é uma forma de conscientizar também toda a família.

Para a subsecretária de Vigilância em Saúde, Gisele Bahia, parcerias e ações como esta devem ocorrer constantemente e não apenas em períodos chuvosos, pois influenciam em um bom resultado para o ano seguinte. “Junto com as lideranças comunitárias conseguiremos fazer com que todos compreendam que a dengue mata. Educadas com a cultura de combate, essas crianças irão colaborar diretamente para a redução da doença. É preciso formar um exército de vigilância à vida, focado na promoção à saúde”, enfatizou.