Escolas das unidades prisionais participam de mostra cultural
SANTA LUZIA (10/11/11) - Homens e mulheres que cumprem pena em presídios da Subsecretaria de Administração Prisional, da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), mostraram seus talentos, nesta quinta-feira (10), na III Mostra Cultural das Escolas das Unidades Prisionais e Centros Estaduais de Educação Continuada, realizada no auditório do Sesc Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. O evento foi promovido pela Seds e pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) para estimular a arte nas suas mais diversas manifestações, despertar talentos e contribuir para a socialização e cidadania.
Peças de teatro, coral, apresentações de flauta e violão, artesanato e artes plásticas fizeram parte da programação, que envolveu as escolas estaduais localizadas nas unidades prisionais Antônio Dutra Ladeira, José Abranches Gonçalves, José Maria Alkmim, Vespasiano e Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade. Os adolescentes que cumprem medida no Centro Socioeducativo de Justinópolis também participaram da mostra.
A superintendente de Atendimento ao Preso da Subsecretaria de Administração Prisional, Camila Oliveira, considera fundamental a parceria das duas secretarias e acredita que "o ensino nas escolas das unidades prisionais acontece de forma efetiva e com qualidade".
Vidas recicladas
"A arte transforma, dá forças e cria esperanças para aproximadamente 90 alunas da nossa escola", disse a diretora geral da escola da Penitenciária José Abranches Gonçalves, Raimunda Maria Veloso, em meio a obras de literatura de cordel, pinturas em cerâmica, bijuterias e oratórios feitos de jornal.
A supervisora da escola, Rita de Cássia Rocha Rodrigues, explica que a produção da literatura de cordel é um ótimo exemplo das possiblidades de ressocialização com a arte. "Elas refletem sobre suas histórias de vida e assuntos polêmicos, além de executarem todo o processo do cordel".
A Penitenciária José Maria Alkimim, em Ribeirão das Neves, utiliza a música como uma das atividades para ajudar na ressocialização. O grupo de coral da unidade apresentou um repertório variado durante a mostra: duas canções africanas, Akeko e Yolofatsa; Aquarela do Brasil e Mandacaru.
O diretor-geral da penitenciária, Igor Rodrigues Pinho Tavares, disse que o grupo tem somente dois meses, mas tem todo o incentivo e apoio da direção. "Acreditamos nos benefícios que estas atividades trazem para os detentos e todos os envolvidos", declarou.



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