Estado capacita profissionais para os usuários do Siclom
BELO HORIZONTE (03/07/07) - A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu, nesta terça-feira (3), uma capacitação para os usuários do Siclom, o Sistema Informatizado de Controle Logístico de Medicamentos para o tratamento da Aids. O treinamento, ministrado por técnicos do Ministério da Saúde (MS), contou com a participação de profissionais de 54 municípios mineiros que dispõem de unidades de dispensação de antiretrovirais.
De acordo com a técnica em informática do MS, Carla Alves, trata-se de uma capacitação para nivelar conhecimentos entre os usuários de todo o país, já que o sistema é integrado e conectado diretamente ao Ministério, em Brasília. “É, na verdade, uma atualização, uma vez que o software vem passando por constantes aprimoramentos, até por sugestão dos próprios usuários. Dessa forma, é importante haver treinamentos freqüentes, para que todos falem a mesma língua”, explica.
A correta utilização do Siclom permite ao Ministério da Saúde realizar um planejamento de compras de medicamentos, evitando que o estoque fique defasado ou com excessos. Isso é feito por meio de um estudo estatístico das tendências, com base na observação de uma série histórica.
“Os antiretrovirais têm geralmente custo elevado e, portanto, não podem sobrar nem faltar. O Siclom, quando bem operado, nos possibilita verificar dados relevantes, como data de validade do lote, quais medicamentos estão sendo mais usados, que tipos estão acabando, entre outras informações. Com isso, podemos remanejar estoques, evitando desperdícios, bem como agilizar o processo de novas aquisições”, destaca.
O Siclom fornece também informações sobre os pacientes, permitindo à Coordenação de DST/Aids fazer um acompanhamento sobre situação de cada um deles. “Podemos saber, por exemplo, quantas pessoas estão cadastradas para receber os medicamentos, quem interrompeu o uso ou passou a usar outro tipo de retroviral. Isso torna possível avaliar e aprimorar nossas políticas de saúde”, destaca Rachel Baccarini, coordenadora estadual de DST/Aids.
Atualmente, Minas Gerais tem 12 mil pacientes que fazem uso de medicamentos para tratamento da Aids. Belo Horizonte é o município com maior número de usuários, seguido de Juiz de Fora, Uberlândia e Contagem. Todos os retrovirais são fornecidos pelo Ministério da Saúde, enquanto o Estado disponibiliza medicamentos para infecções oportunistas, como antibióticos.
Para se cadastrar no Siclom, o portador do vírus da Aids deve procurar um dos centros de referência do município em que morar. Caso haja necessidade utilizar o antiretroviral, o médico fará a prescrição do medicamento.
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