Fhemig participa do Congresso Brasileiro de Oftalmologia
BELO HORIZONTE (21/08/09) - O Banco de Olhos do Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, participa do XXXV Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que será realizado no ExpoMinas, de segunda (24) a quinta-feira (27). Trata-se do maior evento da Oftalmologia Brasileira e a expectativa é de 7 mil participantes de todo o país e do exterior.
A equipe do Banco de Olhos participa da programação científica, ministrando palestras e participando de mesas-redondas, além de coordenar um curso específico sobre banco de olhos. O evento contará ainda, durante os quatro dias, com um estande para divulgar as informações sobre o trabalho realizado pelo Banco de Olhos da Fundação.
O Banco de Olhos do Hospital João XXIII é reconhecido nacionalmente pelo bom controle de qualidade e quantidade dos tecidos oculares doados para transplante. Trata-se de um banco de olhos público, com estrutura física e equipamentos financiados pelo Governo do Estado, incluindo o primeiro microscópio especular para banco de olhos instalado em Minas Gerais.
É responsável pela captação, preservação, avaliação e classificação de todos os tecidos oculares doados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Recebe doações captadas nas regiões Leste (Governador Valadares), Norte e Nordeste (Montes Claros) do Estado, onde ainda não existem bancos de olhos autorizados pelo Ministério da Saúde.
A Rede Fhemig ainda conta com outro banco de olhos no Hospital Regional João Penido, no município de Juiz de Fora. A Fundação é a única instituição do país que conta com dois bancos de olhos autorizados pelo MS. O transplante de córnea é uma cirurgia com grande chance de sucesso e pode devolver a visão para muitos pacientes, o que significa melhor qualidade de vida não somente para quem volta a enxergar, mas também para os seus familiares.
Para que a cirurgia possa ser realizada, é necessário que ocorra a doação de córneas. As córneas somente podem ser retiradas após o falecimento do doador, até seis horas após a parada cardiorrespiratória (momento em que o coração para de funcionar). Podem ser captadas as córneas de pessoas com idade acima de dois anos e não há limite superior de idade para a doação. Todas as pessoas podem doar suas córneas, mesmo nos casos de pacientes que usavam óculos ou apresentavam algum problema em outra estrutura do olho. A exceção é só para quem teve algum diagnóstico de doenças infecto-contagiosas graves, como Aids e hepatite.
Importância da doação
Quando tinha apenas 15 anos, Carlos Roberto Pereira da Silva, já apresentava sintomas da Ceratocone, doença não-inflamatória degenerativa do olho na qual as mudanças estruturais na córnea causam distorções substancial da visão. Aos 18 anos, ele já não conseguia enxergar bem, nem com lente de contato.
Auxiliar de enfermagem, Carlos sentia que a patologia prejudicava sua vida profissional. Com o passar do tempo, todos os anos, em julho, ele saía de licença, pois o tempo seco agravava os sintomas da doença. Em 2003, graças a uma doação, Carlos recebeu a córnea e, com menos de seis meses, conseguiu recuperar a visão e a vida normal que levava. “Acredito que essa doação que recebi é como um fruto colhido, porque quando minha esposa morreu autorizei a doação da córnea dela. Me senti muito feliz por ter doado e por ter conseguido a doação. Acho que todas as famílias deveriam se conscientizar sobre a importância de se realizar uma doação”, avalia.

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