Fhemig tem resultados positivos no controle da infecção hospitalar
BELO HORIZONTE (16/05/07) – A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) alcançou uma fase de maturidade e profissionalismo no que se refere aos cuidados e conhecimento em relação à infecção hospitalar, que merece destaque entre os órgãos de saúde pública de todo país. A constatação foi feita pelo médico infectologista Carlos Ernesto Starling, presidente da Associação Mineira de Infectologia, por ocasião da abertura do evento promovido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Fundação, no Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar, realizado esta semana no auditório do Hospital Maria Amélia Lins.
Um dos dados que chamou a atenção de Carlos Starling, que também é membro do Grupo Técnico de Orientação em Epidemiologia Hospital da Fhemig, e de outros profissionais que participaram do evento, foi a criação das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH em todas as 20 unidades da instituição. A média, segundo estudo do Ministério Público, é de que 73% dos hospitais estaduais, entre os 4.148 avaliados em todo país, possuem estas comissões. A Fhemig, além de implantar as CCIHs em 100% dos hospitais, desenvolve programas efetivos. São trabalhos que visam a qualidade das atividades de controle das infecções, assim como avanços científicos e ações educativas sistemáticas implantadas ao longo dos últimos anos, como cursos de capacitação, simpósios, entre outros. No ano passado, só em sete unidades da Fhemig, mais de mil funcionários foram capacitados. Os resultados positivos puderam ser comprovados durante o evento como a redução em 44% das taxas de infecção do Hospital Maria Amélia Lins nos últimos oito anos, período em que o projeto foi implantado na unidade. Os dados foram apresentados pela médica intensivista e epidemiologista hospitalar, Adriana Carla de Miranda Magalhães, supervisora de vigilância hospitalar da Fhemig e organizadora do evento.
A queda dessas taxas de infecção reflete não só na melhoria da qualidade dos serviços de saúde pública oferecidos pelos hospitais estaduais, mas também na redução dos custos com a implantação dos programas. Estudos internacionais revelam que o custo para a implantação de um serviço de proteção de infecção hospitalar é 14 vezes menor do que o valor gasto em um paciente que contraiu uma infecção hospitalar.
O presidente da Fhemig, Luís Márcio Araújo Ramos, disse que estes programas fazem da Fundação um diferencial no ambiente da saúde pública; “afinal, o atendimento, com qualidade e humanização, é parte de nossa rotina”, ressaltou.
Adriana Carla comemorou o aprimoramento dos serviços de controle de infecção dentro da Fundação nos últimos anos com bons resultados. “O controle de infecção, mais do que uma exigência legal, é um marcador de qualidade e segurança assistencial, além de importante instrumento de impacto na saúde financeira dos hospitais”, acrescentou.
A médica Regina Capanema de Almeida, do Instituto Raul Soares, foi homenageada durante o evento pelo trabalho desenvolvido no complexo de saúde mental da instituição e que hoje serve de modelo a ser implantado pela Vigilância Sanitária Municipal.
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