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Filarmônica de Minas traz o violinista Corey Cerovsek

Terça-feira | 22/07/2008 | 09:28·Atualizado em 29/06/2013 | 16:06
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BELO HORIZONTE (22/07/08) - A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais volta ao palco do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com mais um concerto da série Allegro, na noite da próxima quinta-feira (24), às 20h30. Como solista convidado, a Filarmônica recebe o jovem violinista canadense Corey Cerovsek, aplaudido em todo o mundo e indicado ao Grammy.

Com um currículo surpreendente e, desde a adolescência, despertando enorme atenção no mundo da música, Corey desembarca pela primeira vez no Brasil para participar da execução da obra "Concerto para Violino e Orquestra", do compositor norte-americano Samuel Barber. Deste mesmo autor será apresentada a "Meditação de Medeia e Dança da Vingança". Completa o programa da noite a também célebre "Sinfonia Fantástica", de Hector Berlioz, primeiro poema sinfônico da história da música. O concerto Allegro V terá a regência do maestro Fábio Mechetti.

Allegro V

Retornando das prestigiadas apresentações no Festival de Música Colonial e Música Antiga, em Juiz de Fora; e no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, a Filarmônica de Minas Gerais retoma suas atividades em Belo Horizonte com mais um concerto da série Allegro. Sempre às quintas-feiras, o repertório destes concertos inclui uma sinfonia e outras músicas de diferentes períodos históricos, trazendo muitas vezes obras pouco conhecidas ou inéditas, que constituem desafio e enriquecimento cultural para o público, com a participação de grandes solistas. No quinto concerto da série, além do violinista Corey Cerovsek, o destaque será a Sinfonia Fantástica, de Berlioz, que, com seus inovadores cinco movimentos, tornou-se uma peça de referência na história da música sinfônica.

Corey Cerovsek

Corey Cerovsek é canadense, nascido em Vancouver, em 1972. Toca violino desde os cinco anos e, aos 12, graduou-se com medalha de ouro no Conservatório de Música da Universidade de Toronto. Nesse mesmo ano, iniciou seus estudos de violino com Josef Gingold e entrou na Universidade de Indiana, EUA. Aos 15 anos, formou-se em Matemática e Música, concluindo o mestrado aos 16 e o doutorado aos 18.

O violinista tem sido aplaudido em todo o mundo, sob a regência de renomados maestros, como Zubin Mehta, Charles Dutoit, Michael Tilson Thomas, Neeme Jarvi, Andrew Litton. Dentre as grandes orquestras com as quais já tocou, destacam-se as de Boston, Philadelphia, Detroit, Atlanta, Israel, Hong Kong, Dinamarca, Islândia, República Checa, Irlanda, Alemanha e Austrália. Já realizou recitais nas principais salas de concerto de todos os continentes.

Sua sonata "Corigliano" para violino foi indicada ao prêmio Grammy de 2006. A gravação que fez da obra completa de sonatas de Beethoven, também em 2006, recebeu numerosos prêmios, incluindo o "Gramophone Reccomends", "Supersonic Pizzicato" e "Le Monde Diplomatique de la Musique".

A título de curiosidade, o instrumento usado por Corey Cerovsek é um destaque à parte. Talhado pela lendária liuteria Stradivarius, foi produzido em 1728, com o nome de "Milanollo" e nele tocava o violinista Nicolò Paganini.

Sinfonia Fantástica

A Sinfonia Fantástica Opus 14, de 1830, é o trabalho mais conhecido do francês Hector Berlioz, representante do Romantismo em seu país. A obra é o primeiro Poema Sinfônico do qual se tem notícia. Berlioz quebra a estrutura formal da sinfonia, formada de quatro movimentos, quando a apresenta com um movimento a mais.

Reza a lenda que a sinfonia foi criada por inspiração de sua paixão pela atriz irlandesa Harriet Smithson, após vê-la representar o papel de Ofélia na peça Hamlet, de Shakespeare, no Teatro de Paris, em 1827, e também pela leitura de Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe. Berlioz redigiu um roteiro impresso em 1831 em que indicava o que o protagonista imaginava em cada movimento da obra. Durante a apresentação, os instrumentos procuram sugerir efeitos sonoros que vão "narrando" a história ao ouvinte.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Excelência artística e uma vigorosa programação acompanham a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em fevereiro de 2008, dando início a um novo capítulo da música erudita no Estado. Tendo como regente e diretor musical o maestro Fabio Mechetti, a nova orquestra mineira reuniu, em pouco tempo, condições técnicas e artísticas para se afirmar como um das principais do país. Para compor a nova orquestra, além de músicos que já atuavam em Minas e de alguns vindos de outros estados, desembarcaram na capital jovens instrumentistas de várias partes do mundo, de países como Montenegro, Bulgária, Bielorrússia, Inglaterra, EUA, Haiti, Canadá, Polônia e Nova Zelândia.

Desde os primeiros ensaios para a execução da 9ª Sinfonia de Beethoven, que marcou o concerto inaugural, seguiu-se um total de mais de 20 apresentações para uma platéia que já alcançou as 35 mil pessoas, na capital e no interior. Em Belo Horizonte, a Orquestra apresenta-se duas vezes por mês, alternando as séries Allegro e Vivace. A primeira, tem uma programação mais formal e com a participação de solistas convidados, enquanto a segunda apresenta repertório temático (como nos concertos "Fogo Latino" e "Turismo Ecológico").

Completam a programação apresentações em parques e praças, concertos didáticos para escolas e outras instituições, além de turnês pelo interior de Minas. Entre os solistas convidados em 2008 estão Arnaldo Cohen, José Feghali, Alcides Rodriguez, Emmaneule Baldini e Sonia Rubinsky, nomes de peso no mundo da música sinfônica.

Na sua quinta turnê pelo interior, os próximos concertos da Filarmônica de Minas Gerais acontecem em Itabira (26/07) e Coronel Fabriciano (27/07), retornando a BH para o concerto Allegro VI (07/08).

Fabio Mechetti

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti assumiu, em 2008, a regência titular e a direção artística da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Desde 1999 é também diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica de Jacksonville (EUA). Fez sua estréia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de New Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado freqüente dos festivais de verão nos Estados Unidos, destacando-se os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Syracuse e da Orquestra Sinfônica de Spokane (EUA) da qual é, agora, regente emérito. Antes disso, foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual dirigiu vários concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano.

Ainda no âmbito internacional, fez diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão, dirigiu por várias vezes as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Recentemente fez sua estréia com a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Filarmônica de Auckland na Nova Zelândia e a Orquestra Sinfônica de Quebec no Canadá.

Serviço

Concerto Allegro V

Data: 24 de julho

Horário: 20h30

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes

Preços: Platéia I – R$30,00 Platéia II – R$20,00 Balcão – R$10,00

Meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos

Informações: 3236.7400