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Fundação Hemominas capacita manipuladores de alimentos

Quinta-feira | 31/07/2008 | 16:07·Atualizado em 29/06/2013 | 06:13
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BELO HORIZONTE (31/07/08) - A Fundação Hemominas fechou nesta quinta-feira (31), no Senac, a sua primeira Capacitação de Manipuladores de Alimentos, voltada para funcionários que trabalham diretamente com a manipulação de alimentos nas lanchonetes dos doadores de sangue e nas copas das unidades regionais da instituição. A iniciativa busca adequar o trabalho desses funcionários às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece boas práticas em alimentação.

Na abertura do treinamento, na quarta-feira (30), a Diretora Técnico-Científica da Hemominas, Júnia Cioffi, disse que a proposta é atender ainda melhor todos os clientes, tanto externos como internos. “Precisamos aprender a manipular os alimentos da forma correta para atender bem os nossos clientes. Além disso, são práticas que podemos levar para dentro das nossas casas”, afirma.

A capacitação fez parte do curso Boas Práticas na Manipulação de Alimentos, administrado por professores do Senac, e contou com a participação de 80 funcionários das unidades da fundação, entre copeiras e suas chefias diretas. “Boas práticas, segundo a resolução, são procedimentos que devem ser adotados por serviços de alimentação, a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária e a conformidade desses produtos com a legislação vigente”, afirma a idealizadora do treinamento e servidora da Gerência de Supervisão e Acompanhamento (GSA) da Hemominas, Maria José Trancoso.

O curso foi dividido em duas partes: uma teórica, que abordou assuntos como microbiologia, contaminação de alimentos e tipos de contaminação, e uma prática, que se concentrou em estudos de caso e na manipulação de alimentos. Os professores utilizaram a cozinha didática do Senac para ensinar as formas corretas de lavar as mãos, de manipular alimentos, de utilização e higienização de utensílios, entre outros.

“Nós acrescentamos ainda o ‘momento Hemominas’, dado por mim, com o foco na realidade das atividades dentro da nossa instituição. Mostramos o que são situações de risco e quais as maneiras de evitá-las”, esclarece Maria José, que mostrou um pouco do que encontrou nas supervisões feitas nas lanchonetes e copas das unidades. “Foram nas observações dessas visitas que veio a idéia de promover o curso, completa. Ainda, de acordo com ela, a certificação dessas pessoas é mais uma evidência para a Acreditação, sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde que a Hemominas busca.

Os participantes da Capacitação de Manipuladores de Alimentos também vão receber em suas unidades um manual de boas práticas de manipulação de alimentos da Fundação Hemominas. Cada unidade vai elaborar o seu próprio Procedimento Operacional Padrão (POP), dentro da sua realidade, mas respeitando as boas práticas que estão no manual.

Conhecimento

No ano de 2007, a Fundação Hemominas distribuiu, só para doadores de sangue, cerca de 270 mil lanches. Para Maria José Trancoso, esse dado é mais uma comprovação da importância do trabalho dos manipuladores e da necessidade de aperfeiçoar o trabalho através da troca de conhecimento.

Maria José Buthers Ferraz trabalha há 23 anos na Hemominas. Já passou pela lanchonete do doador do Hemocentro de Belo Horizonte e hoje trabalha na copa dos funcionários do Almoxarifado da instituição. Mesmo com tantos anos de experiência, a copeira diz que a capacitação foi essencial porque ainda tem muito que aprender. “É a primeira vez que eu estou fazendo um treinamento. Estou vendo que a gente faz muita coisa, mas não sabe o suficiente”, afirma. Maria José diz que vai passar para outras pessoas o que aprendeu e ainda destaca: “O simples ato de lavar as mãos tem uma técnica e é muito importante.

Para Rosângela Cândido Duarte, copeira há 15 anos da lanchonete do doador do Hemocentro de Uberlândia, o treinamento é uma oportunidade para aperfeiçoamento e para aprender com os colegas das outras unidades da Hemominas. “É bom trabalhar em conjunto porque aprendemos com o outro, trocamos idéias e conhecemos outras realidades”, diz. Maria Madalena Pereira, da copa da unidade de Manhuaçu, diz que aprendeu muitas coisas que não sabia antes de fazer o curso. “Gostei de aprender coisas novas. Vou poder levar ensinamentos sobre boas práticas para o meu trabalho, para a minha casa, para os amigos e vizinhos”, complementa.

Humanização

A primeira Capacitação de Manipuladores de Alimentos da Fundação Hemominas também procurou demonstrar a importância do trabalho das copeiras, abordando o tema humanização. Para isso, a Hemominas convidou as coordenadoras do grupo de Humanização do Hospital Madre Tereza, referência nesta área, para falar sobre o assunto. “A humanização vai além da técnica. Ela busca valorizar o outro, o nosso cliente, seja ele o doador de sangue ou o nosso colega de trabalho”, afirma Cristina Andrade, coordenadora do grupo.

Cristina Corrêa, também integrante do grupo, acrescenta ainda o quanto é fundamental atender bem a pessoa que faz um gesto como o de doar sangue. “Os doadores saem de casa para uma atitude nobre. Por isso, eles também devem se atendidos de uma forma nobre”, completa. Segundo Maria José Trancoso, a palestra sobre humanização é essencial porque também procura valorizar o trabalho dos funcionários das copas e das lanchonetes dos doadores. “Mostramos para essas pessoas o quanto o trabalho delas é importante”, pontua.