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Fundação Hemominas comemora doações de medula

Quinta-feira | 12/07/2007 | 13:28·Atualizado em 04/06/2013 | 21:50
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BELO HORIZONTE (12/07/07) – De acordo com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), a compatibilidade de sangue para a doação de medula óssea é de 25% entre parentes e de um para 100 mil entre pessoas não aparentadas. Mesmo com as dificuldades, o programa de cadastro de candidatos à doação de medula, realizado pela Fundação Hemominas desde o ano 2000, tem dado frutos: nesses sete anos, a instituição já enviou 105 mil cadastros para o Redome, comemorando a concretização de algumas doações.

Mardoqueu Pedro de Campos Neto é agricultor, mora no Córrego do Arrozal, zona rural de Manhuaçu. Ele já doou medula óssea por duas vezes, caso raro entre doadores. “Eu fiz o cadastro para doação de medula porque sei que posso salvar vidas. É muito importante para mim esse tipo de ação. Eu gosto de freqüentar a Igreja e procuro sempre ajudar as pessoas”, explica. O agricultor se cadastrou no Núcleo de Manhuaçu, unidade da Hemominas, onde já doava sangue.

Também para Sônia Alves Penha, o ato de cidadania “valeu a pena”. Diz ela: “Sou de Pará de Minas. Como é perto de Divinópolis, fui à Hemominas de lá doar sangue e me cadastrei para a doação de medula. Depois de um ano, me chamaram para realização de novos exames; minha compatibilidade foi confirmada e deu tudo certo”, afirma. Ela conta que não teve medo do processo cirúrgico na hora de doar. “Foi rápido, com anestesia geral e uma equipe médica muito bem preparada. Nunca pensei em desistir”, revela.

Heloísa Gontijo, da gerência de captação da Fundação Hemominas, diz que a instituição, além de receber os candidatos à doação de medula nas suas unidades, ainda faz um trabalho de coleta externa. Neste caso, a fundação leva os equipamentos necessários ao cadastro até a área de convivência do doador em potencial. “Nós também fazemos campanha em parceria com a família do paciente. Eles se mobilizam para ajudar o parente e nós damos o suporte por meio da coleta externa. Assim, o paciente se torna um agente motivador para a população, que se cadastra e aumenta as chances de vida de pessoas que precisam do transplante”, avalia.

Foi por meio da coleta externa realizada pela Hemominas em parceria com a Belgo Acelor que Alexandre Lino teve a oportunidade de se cadastrar. “Profissionais do Hemocentro de Juiz de Fora vieram à empresa e deram uma palestra sobre o processo doação. Colheram a amostra do meu sangue e depois soube que era compatível com um paciente. Tive uma emoção muito grande. É muito gratificante ajudar as pessoas”, garante Lino.

Vanderson Ferreira soube do trabalho de cadastro para doação de medula óssea da Hemominas por meio de uma propaganda de televisão. Ele já doava sangue no Hemocentro de Belo Horizonte e não hesitou em colaborar de outras formas. “Fiquei muito emocionado quando soube que era compatível com alguém. Eu largaria até o meu trabalho para doar. Agora, estou incentivando os meus colegas e amigos a se cadastrarem”, garante.

Cadastro

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos, com boa saúde e que não apresente doenças, infecciosas ou hematológicas pode se cadastrar como doador voluntário de medula óssea. O candidato à doação recebe todos os esclarecimentos sobre o processo e, em seguida, é colhida uma pequena amostra de sangue, que será submetida ao exame de classificação da medula (HLA) e enviado ao Redome. Quando surgir compatibilidade do doador com algum paciente, novos procedimentos vão garantir a efetivação da doação. No momento do cadastro, é indispensável a apresentação da carteira de identidade ou da carteira de trabalho nas unidades da Fundação Hemominas no Estado.

Na coleta da amostra de sangue o doador assina um Termo de Consentimento onde os seus dados cadastrais, o resultado da tipagem HLA e os outros resultados dos exames de Histocompatibilidade/Imunogenética serão incluídos no Redome, coordenado pelo Laboratório de Imunogenética do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde. Segundo o termo, a amostra poderá ser utilizada em possíveis testes genéticos, desde que de maneira sigilosa.

Todas as unidades da Hemominas, exceto as agências transfusionais, fazem a coleta de sangue para cadastro de candidatos à doação de medula óssea. São elas: os núcleos regionais de Diamantina, Divinópolis, ituiutaba, Manhuaçu, Passos, Patos de Minas, Ponte Nova, São João del-Rei e Sete Lagoas; os hemocentros regionais de Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre, Uberaba e Uberlândia, além do Hemocentro de Belo Horizonte; e os postos de coleta de Betim, Além Paraíba e o Hospital Júlia Kubitschek.

Outras informações pelo site www.hemominas.mg.gov.br.

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