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Fundação Hemominas investe em projetos para qualidade de vida dos pacientes

Quarta-feira | 22/06/2011 | 19:03·Atualizado em 29/06/2013 | 08:04
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BELO HORIZONTE (22/06/11) - A Fundação Hemominas comemora, nesta sexta-feira (24), o Dia do Paciente da Fundação. Palavras desconhecidas como Talassemia, Doença Falciforme, Hemofilia, Doença de von Willebrand, Trombastenia de Glanzman são, na verdade, nomes de doenças hereditárias que, em Minas Gerais, são tratadas nos ambulatórios da Hemominas. Pouco conhecidas da população e com apresentações clínicas específicas, essas doenças atingem cerca de sete mil pessoas no Estado, conforme cadastro e acompanhamento da Hemominas.

Além do tratamento com utilização de hemocomponentes e hemoderivados, a Hemominas garante também um acompanhamento com sua equipe multidisciplinar. Formado por hematologistas, ortopedista, fisiatra, infectologista, clínico, pediatra, dentista, fisioterapeuta, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos e pedagogos, o grupo garante tratamento diferenciado aos pacientes e uma maior compreensão a respeito da doença.

Na busca constante pela qualidade de vida do paciente, os ambulatórios da Fundação Hemominas investem em atividades lúdicas, como pintura, leitura de contos e brincadeiras, promovendo assim o bem-estar daqueles que procuram o ambulatório para tratamentos.

Um exemplo é o programa “Conte comigo”, implantado em 2007, no ambulatório do Hemocentro de Belo Horizonte, que acolhe os pacientes que têm doenças do sangue. Os projetos desenvolvidos no ambulatório ajudam no desenvolvimento de crianças que, por várias vezes, se ausentam da escola devido à necessidade de tratamento. 

De acordo com o pedagogo do Hemocentro de Belo Horizonte, Davidson de Oliveira Corrêa, os projetos são desenvolvidos pelo serviço de pedagogia, que é um setor indispensável para se obter informações mais profundas sobre cada paciente, assim como sobre suas limitações. “Esse setor é essencial para que os pacientes possam ter a garantia do direito à educação com vistas ao futuro e, assim, se tornarem cidadãos conscientes e aptos para o mercado de trabalho”, afirma. Além disso, os projetos destinados aos pacientes proporcionam também aos pais uma maior tranquilidade em relação ao desenvolvimento dos filhos. 

A mãe de um dos pacientes, Andréia Pereira dos Santos, vem de Betim para o Hemocentro de Belo Horizonte a cada três semanas para acompanhamento clínico. O filho dela, Diogo Henrique dos Santos de Oliveira, tem nove anos e trata a Doença Falciforme no ambulatório. “Acho as atividades muito importantes, porque elas tranquilizam meu filho, o que facilita os procedimentos”, conta. 

Para Ronilda Cristina Ferreira, mãe de Yuri Ferreira Reis, de 14 anos, que também tem Doença Falciforme, “os projetos acabam por aliviar e tornar mais sereno o tratamento do meu filho”. Yuri tem acompanhamento médico desde os oito meses de idade. Ele faz consultas psicológicas uma vez por semana no ambulatório. 

O projeto “Conte Comigo” atende principalmente crianças e pré-adolescentes de seis a 13 anos de idade que, ao realizarem as atividades propostas pelo projeto, apresentam avanços no processo de leitura e escrita. Os pacientes também apresentam melhoras em sequelas neuro-motoras, ou seja, dificuldades de fala e de locomoção.

Além disso, o programa também propõe a diminuição do estresse causado pelo ambiente ambulatorial e, principalmente, pelos procedimentos característicos do tratamento que cada enfermidade possui. 

Para a pedagoga do Hemocentro de Belo Horizonte, Sônia Aparecida dos Santos Pereira, é possível estimular o desenvolvimento da criança com as atividades realizadas no ambulatório. “O tempo em que a criança passa na sala de transfusão é preenchido com atividades que possuem enfoque pedagógico e lúdico”, conta.

As crianças tratadas no ambulatório do Hemocentro são acompanhadas diariamente pela equipe de profissionais. Esses profissionais também orientam os professores e diretores das escolas para que eles entendam melhor o cotidiano do paciente e as limitações decorrentes das doenças. 

Segundo a presidente da Hemominas, Júnia Cioffi, o acolhimento dos pacientes nos ambulatórios da Fundação faz parte do tratamento. “O acolhimento propicia um aumento da autoestima do paciente. Com isso, ele se recupera mais rapidamente, aceita melhor o tratamento indicado e, consequentemente, acontece uma melhoria na sua qualidade de vida”, explica. 

Criatividade, aprendizado e alegria estão presentes nas atividades feitas com os pacientes dos ambulatórios da Fundação Hemominas. Essa preocupação é refletida no trabalho da auxiliar de enfermagem Ilda Maria Machado do Carmo. “Antes da implantação dos projetos de acolhimento, as crianças ficavam eufóricas. Agora, elas relaxam, auxiliando no meu trabalho e no tratamento”, conclui.