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Governo de Minas entrega casas no Triângulo Mineiro

Sexta-feira | 21/08/2009 | 19:04·Atualizado em 24/05/2013 | 17:49
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BELO HORIZONTE (21/08/09) - O Governo de Minas , por meio da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG), entregou nesta sexta-feira (21), as chaves de mais 131 moradias de interesse social construídas pelo programa Lares Geraes Habitação Popular, que atende famílias com renda de até 3 salários mínimos.

As entregas aconteceram nas cidades de Prata e Planura, ambas no Triângulo Mineiro. Os investimentos feitos nessas obras somam R$ 3.451.095,77. Desde a sua implantação, em 2005, os investimentos feitos ou que estão sendo aplicados no programa somam aproximadamente R$ 480,7 milhões.

Com as inaugurações em Prata e Planura, o Governo de Minas atinge a marca de 18.597 casas entregues aos seus proprietários nas diversas regiões do Estado. Outras 2.765 casas estão em construção, enquanto 2.046 já estão concluídas, esperando apenas que os municípios concluam as obras de infraestrutura (arruamento, meios-fios, redes de água e energia elétrica e pavimentação).

Prata

Nesta sexta-feira (21), 91 mutuários receberam as chaves de suas casas do Conjunto Habitacional Nair Rezende Franco, no município de Prata. O diretor de Habitação da Cohab, Mauro Brito presidiu a solenidade, ao lado do prefeito Luiz Roberto Santos Vilela. Também estavam presentes o subsecretário de Estado de Assuntos Municipais da Secretaria de Estado de Governo (Segov), Romell Anísio, o deputado federal Nárcio Rodrigues e os deputados estaduais Zé Maia e Luís Humberto Carneiro.

O prefeito Luiz Roberto Santos Vilela agradeceu o empenho da Cohab na viabilização do empreendimento, destacando o resultado positivo da parceria entre o município e a Companhia. Na obra, foram investidos R$ 2.319.949,78, dos quais R$ 273.000,00 correspondem à contrapartida da prefeitura em terreno e obras de infraestrutura.

Beneficiárias

Dentre os novos proprietários de casa própria, 42 são mulheres arrimo de família, que recebem pontuação maior no processo de seleção dos mutuários, feito de acordo com critérios socioeconômicos. Uma delas é Derlúcia Pereira Alves, 32 anos. Divorciada, ela assumiu a criação dos filhos Victor Hugo, 13 anos, e Lucas, de 11, arcando ainda com a despesa de R$ 150,00 do aluguel, que pesa no seu orçamento de servente escolar. Passou então a morar de favor em casa de parentes.

Agora a vida de Derlúcia e dos dois filhos vai melhorar. Proprietária da casa própria, ela quer se mudar logo para o Conjunto Habitacional Narir Rezende Franco. “Estou muito feliz e acho que a casa vai me dar mais conforto, pois tem dois quartos, o suficiente para mim e os meninos”, diz a mutuaria, que agora não vai ter mais de pagar aluguel.

Planura

Também nesta sexta (21), 40 mutuários dos Conjuntos Habitacionais Alcindino Martins e Vereador Baldoíno Martins receberam as chaves de suas casas. O diretor da Habitação, Mauro Brito, ressaltou em seu discurso a parceria da Cohab com os municípios, que não se limita aos aspectos técnicos, ampliando-se para uma assistência em todo o processo de implantação dos conjuntos habitacionais.

Em Planura, a Cohab investiu R$ 1.026.798,16 em recursos do Fundo Estadual de Habitação, a que se somam R$ 104.347,83 correspondentes à contrapartida da prefeitura municipal. Do total de 40 famílias beneficiadas com as casas populares construídas em na cidade, 24 são chefiadas por mulheres. Dois outros mutuários são idosos, que assim como as mulheres chefes de família recebem pontuação maior no processo de seleção dos candidatos à casa própria.

Alegria

Aos 30 anos, Juliana Aparecida Alves, recepcionista de hospital e mãe de dois filhos, tem um motivo especial para comemorar: ela é uma das mulheres de Planjura que acabam de conquistar sua casa própria, graças à pontuação maior dada pela Cohab às chefes de família no processo de seleção dos mutuários. “Já fui conhecer a casa e adorei” diz a nova proprietária, que tem planos de dotar o imóvel de mais um quarto e um muro, tão logo se mude, o que pretende fazer dentro de um mês.

Antes, precisa entregar o imóvel que ocupa, pelo qual paga aluguel de R$ 300,00 mensais, um pesadelo que já dura oito anos, pois a família vive do salário mínimo que ela recebe no hospital e do benefício recebido pelo companheiro Antônio Braga, de 66 anos, aposentado.