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Hospital Infantil João Paulo II, da Fhemig, recebe prêmio

Quinta-feira | 05/11/2009 | 15:01·Atualizado em 29/06/2013 | 05:04
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BELO HORIZONTE (05/11/09) - O Hospital Infantil João Paulo II, da Rede Fhemig, recebeu o terceiro lugar na categoria científico, com o trabalho ‘Programa Público de Assistência Domiciliar Infantil – Otimização de leitos e Humanização Assistencial’, no X Sibrad - Simpósio Brasileiro de Assistência Domiciliar do Hospital Israelita Albert Einstein, realizado de 7 a 9 de outubro. A unidade já recebeu três prêmios pelo Hospital Albert Einstein, concorrendo em cada ano com 200 trabalhos em média.

A diretora do HIJPII, médica Helena Valadares Maciel, afirmou que a premiação é importante porque indica que o hospital está no caminho certo, principalmente um reconhecimento vindo de uma unidade referência como o Albert Einstein.

Implementado em 2000, o programa do Hospital Infantil João Paulo II segue o modelo francês que transfere para o tratamento domiciliar crianças internadas instáveis e que precisam ser monitoradas de perto. “Nesses nove anos de funcionamento, já atendemos cerca de 500 crianças. Para cada criança atendida em casa liberamos leitos para mais de dez pacientes – considerando a média de sete dias de internação” explica Helena. Foram mais de 35 mil dias salvos de internação liberando leitos para mais de 5 mil crianças. No último ano, três crianças que estavam no Centro de Tratamento Intensivo foram para casa, uma delas internada por mais de três anos. O leito de CTI tem infraestrutura muito cara. “O custo da tecnologia para atendimento domiciliar representa 12% do custo do paciente internado no CTI, o que indica uma economia considerável e liberação de leitos sem maiores investimentos”, enfatiza a diretora.

“O programa satisfaz a todos os envolvidos no processo: ao usuário, por propiciar à criança o convívio familiar, humanizando e ajudando na sua recuperação; aos gestores, pela otimização de leitos e humanização da assistência; à equipe assistencial, que passa a ter uma visão integral, bio-psico-social, da saúde, possibilitando o conhecimento do paciente em seu contexto social”, acrescenta Helena.