Minas cumpre meta de vacinação nacional contra Rubéola
BELO HORIZONTE (09/01/09) - A Campanha Nacional de Vacinação contra a Rubéola terminou nesta sexta-feira (9). Minas Gerais já registrou 96,03% de cobertura geral (homens e mulheres de 12 a 39 anos), ultrapassando a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de 95%, que é um dos critérios para o país iniciar o processo de certificação da eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita.
Embora o Estado tenha conseguido cumprir a meta de cobertura geral, a porcentagem de homens vacinados está em 93%. De acordo com a gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), Jandira Lemos, “enquanto mais de 98% da população feminina aderiu à campanha, cerca de 100 mil homens ainda precisam ser vacinados”. Jandira Lemos ressalta, ainda, que a rubéola é uma doença que muitas vezes não desenvolve sintomas, por isso, a transmissão pode ocorrer mesmo se a pessoa não souber que está infectada. Isto explica porque é necessário que os homens também sejam vacinados, pois eles podem transmitir a doença às grávidas e comprometer a formação do feto.
Ela ainda destaca que a imunização contra a rubéola é a única forma de garantir a eliminação da doença no país. ”A vacina contra a rubéola faz parte do calendário nacional de vacinação, por isso, as pessoas que, por algum motivo, ainda não se vacinaram, devem procurar um centro de saúde”, afirma.
O objetivo da Campanha, lançada em agosto de 2008, foi erradicar a doença do país. A medida faz parte de um acordo firmado pelo Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), para erradicação da doença nas Américas, do qual o Brasil é signatário.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Felipe Caram, a campanha representou um desafio, considerando as dificuldades logísticas do Estado e foi fundamental o envolvimento de todos para conseguir cumprir a meta.
Vigilância
Jandira Lemos alerta que devemos nos manter vigilantes. ”O trabalho posterior à campanha é fundamental. Identificados os locais onde a cobertura foi mais baixa, é possível vacinar essas pessoas”. Para quem atingiu a meta, o próximo passo é a realização do Monitoramento Rápido de Cobertura (MRC), ferramenta que será utilizada para verificar se determinada região está ou não com a cobertura compatível em relação aos índices registrados. “É uma estratégia de supervisão local e vai dirigir as ações complementares à campanha. Depois de definido os locais para o levantamento dos dados, os domicílios serão visitados e as pessoas de 12 a 39 anos que residem no lugar, se estiverem presentes, serão entrevistadas ou podem deixar o cartão de vacinação para ser verificado”, explicou Jandira.
A população não vacinada responderá a algumas perguntas para uma melhor compreensão da situação. Esse grupo determinará se a não vacinação ocorreu em decorrência da falta de visitas das equipes de vacinação ou ausência no momento da visita, falta de tempo, ou de conhecimento a respeito da imunização, recusa por diversas razões, indicação médica, perda do cartão de vacinação ou outros motivos.
Uma avaliação do processo após a campanha é fundamental para a tomada de decisões. Com as taxas de cobertura em mãos, uma revisão sobre o cumprimento ou não da programação é realizada. “O MRC possibilita adotar medidas para vacinar aqueles que não foram imunizados, mesmo em áreas que tenham atingido a cobertura”, completa Jandira Lemos.
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