Minas e Austrália querem ampliar cooperação e negócios
BELO HORIZONTE (18/03/09) - Ampliar a cooperação no segmento de mineração entre Minas Gerais e Austrália — estados com características semelhantes nessa atividade econômica — foi o objetivo do Seminário da Rede de Mineração Minas Gerais — Queensland, realizado nessa terça-feira (17), no Ouro Minas Hotel, em Belo Horizonte. O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) por meio do Pólo de Excelência Mineral e Metalúrgico, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e Câmara de Comércio Brasil — Austrália, contou com a presença de aproximadamente 100 pessoas, entre brasileiros e australianos.
O embaixador da Austrália no Brasil, Neill Mules, abriu o seminário ressaltando o difícil momento econômico mundial, mas ressaltou que Queensland e Minas Gerais podem ampliar suas parcerias. Citou que existem na Austrália 16 mil alunos brasileiros e que esse número cresce a cada dia, o que reafirma a boa relação entre os dois países. Já o ex-governador de Queensland, Petter Beattie, atual comissário de Comércio, disse que o papel da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas, tem sido fundamental para dar sequência e fazer crescer a cooperação estabelecida entre os dois estados a partir de 2004.
Beattie afirmou que a Austrália tem liderança mundial no segmento de pesquisas e em tecnologia para mineração, razão pela qual trouxe ao Brasil empresas de classe mundial que poderão fechar negócios e parcerias, além da Universidade de Queensland que já tem acordo de cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Queremos ainda estabelecer cooperação em pesquisas em energias alternativas, como biodiesel e outras”, explicou.
O secretário Alberto Portugal manifestou interesse em interagir cada vez mais com Queensland em diversas áreas, sobretudo na mineração, área que sofreu fortes impactos com a queda de preços das commodities, após o início da crise internacional. “Quem sabe esse é o momento de trabalharmos pela construção de uma mineração com bases mais sólidas”, observou.
Portugal deixou clara a estratégia do Governo de Minas em estimular a inovação para agregar valor aos produtos e serviços. “Minas tem consciência dessa necessidade e está criando o ambiente competitivo para atração de investimentos”, explicou o secretário ao ressaltar a participação de outros membros do Governo mineiro, como o subsecretário de Assuntos Internacionais da Sede, Luiz Antonio Athayde; do diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), Ronaldo Nascimento; do gerente executivo do Polo de Excelência Mineral e Metalúrgico, Renato Ciminelli e da assessora de relações internacionais da Sectes, Mariana Yazbeck. “Essas pessoas têm colaborado muito com o Governo na busca de alianças estratégicas também com outros países como Alemanha, Itália e França”.
Em seguida houve apresentação de oito empresas australianas do ramo de mineração, algumas que já trabalham em diversos continentes e outras com representação inclusive no Brasil. A maioria das empresas australianas que participou do seminário é voltada para o desenvolvimento de tecnologias de ponta para a mineração. A Austrália lidera a fabricação de equipamentos para a atividade de mineração. Renato Ciminelli disse que o seminário vem para induzir as empresas mineiras para a inovação. “É importante aproximar cada vez mais as instituições de ensino e pesquisa das empresas. O polo tem sido muito ágil nessa proposta e também na internacionalização, consolidando projetos e parcerias”, concluiu o gerente executivo.


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