Mineiros discutem propostas da economia solidária em conferência estadual
BELO HORIZONTE (28/04/10) - Representantes de empreendimentos da economia solidária se reúnem desta quarta-feira (28) até sexta-feira (30), na II Conferência Estadual de Economia Solidária, para discutir “O direito às formas de organização econômica baseadas no trabalho associado, na propriedade coletiva, na cooperação e na autogestão, reafirmando a Economia Solidária como estratégia de desenvolvimento”.
São cerca de 250 participantes são de todas as regiões do Estado. “Sendo a segunda conferência, ela já passou a fazer parte da nossa agenda de trabalho. A economia solidária propõe novas possibilidades e já temos a aprovação para montar um projeto para subsidiar a capacitação e outros instrumentos de apoio ao associativismo”, ressaltou na abertura do evento a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Ana Lúcia Gazolla.
Ao final das atividades, 84 delegados serão eleitos para representar Minas Gerais na II Conferência Nacional de Economia Solidária, prevista para os dias 16,17 e 18 de junho, em Brasília.
O encontro, organizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio do Conselho Estadual de Economia Popular Solidária e Comissão Organizadora Estadual, envolve temas como a visão contextualizada da economia solidária no atual momento, caracterizado por uma crise global, desafios e as proposições para reconhecimento das formas organizativas econômicas solidárias, a organização de um Sistema Nacional; seus objetivos e componentes e certificação de empreendimentos, produtos e serviços da Economia Solidária; estratégias e desafios.
“São três dias importantes para a apresentação de propostas consistentes e estruturadas para a conferência nacional”, disse o presidente do Conselho da Economia Solidária e subsecretário de Trabalho, Emprego e Renda, Fernando Sette.
A diretora de Promoção ao Associativismo da Sedese, Juliana Macário, destaca a proposta de discutir sobre a certificação dos empreendimentos da Economia Solidária como uma reivindicação antiga dos segmentos. “Desde que o Conselho Estadual de Economia Solidária foi criado, surgiu a necessidade de pensarmos numa certificação para os empreendimentos, serviços e produtos da Economia Solidária. Com as conferências regionais, que ocorreram nas 10 regiões do Estado, os envolvidos no segmento sugeriram abordar esse tema na conferência estadual. A ideia foi bem aceita e o tema vai ser abordado por todos”, explicou.

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