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Rede e Consea-MG lançam livro sobre segurança alimentar

Segunda-feira | 04/08/2008 | 19:08·Atualizado em 26/06/2013 | 07:49
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BELO HORIZONTE (04/08/08) - A organização não-governamental Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas (Rede) lançou nesta segunda-feira (4) o livro "Educação Popular em Segurança Alimentar e Nutricional: uma metodologia de formação com enfoque de gênero". Com o apoio do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), o evento foi realizado com a presença do presidente do órgão, dom Mauro Morelli, no auditório da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Belo Horizonte.

A publicação aborda, em meio às discussões sobre a crise alimentar mundial, o processo de capacitação de lideranças comunitárias, especialmente as mulheres, nos temas de segurança alimentar e nutricional e saúde alternativa, desenvolvido pela Rede em parceria com grupos comunitários, entidades do poder público e outras ongs. O livro é um registro cuidadoso da sistematização das atividades da experiência desenvolvida nos bairros Alto Vera Cruz, Granja de Freitas e Taquaril, região Leste de Belo Horizonte. Esse trabalho possibilita agora o acesso e a multiplicação dessas experiências por pessoas e organizações que trabalham com grupos populares seguindo os princípios da educação popular.

Dom Mauro Morelli definiu esse trabalho como uma “semente de paz em defesa e promoção do direito à alimentação”, especialmente por ter enfoque de gênero, por ser a mulher quem mais sofre quando não consegue levar à mesa alimento em quantidade e qualidade para sua família. Dom Morelli lembrou que uma das metas do milênio é reduzir as desigualdades de gênero que o mundo produziu.

Dignidade e consciência

O livro apresenta em detalhes 45 técnicas e os registros de alguns resultados que surgiram quando foram utilizadas, como falas das educadoras e dos participantes, fotos, desenhos e cartazes. Quatro textos de apoio, com alguns aspectos conceituais que orientaram a abordagem dos temas trabalhados no processo de formação fazem parte da obra, como a segurança alimentar e nutricional no contexto dos movimentos sociais; o enfoque de gênero na construção de metodologias participativas de educação popular e políticas públicas; a abordagem de saúde e doença nos processos de formação e informações básicas sobre nutrição e alimentação.

O que se percebeu é que mais do que ações que minimizem problemas de nutrição e saúde, a estratégia de trabalhar com educação popular permitiu que essas pessoas e grupos populares alcançassem melhor qualidade de vida, maior consciência social e organizativa e se tornasse atores e multiplicadores em suas comunidades do processo de aprendizagem do qual participaram, destacou a diretora da Rede, Daniela Almeida.

Segundo a coordenadora metodológica das oficinas, Rodica Weitzman, também responsável pela elaboração dos textos de apoio, a expectativa é que esse trabalho seja instrumento útil para a construção da segurança alimentar e a transformação da realidade de comunidades rurais e urbanas populares, principalmente para educadores e agentes comunitários – em sua maioria mulheres – que trazem para si a responsabilidade e o desafio de construir um novo modelo de segurança alimentar, promovendo vida e dignidade.

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