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Saúde apóia campanha de prevenção às hepatites B e C

Terça-feira | 22/05/2007 | 18:42·Atualizado em 04/06/2013 | 23:35
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BELO HORIZONTE (22/05/07) – A Campanha de Prevenção às Hepatites B e C, promovida pela Associação Mineira dos Portadores do Vírus de Hepatite (Amiphec), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), foi lançada nesta terça-feira (22), em Belo Horizonte. O evento de lançamento contou com a presença do secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana, que ressaltou a importância de conscientizar a população.

“A mobilização da sociedade é, sem dúvida, uma das ferramentas mais eficazes para o controle de qualquer doença. A conscientização beneficia diretamente a qualidade de vida das pessoas, além de tornar menos oneroso o Sistema Único de Saúde (SUS), já que o tratamento de doenças complexas, como a hepatite, demanda custos elevados”, afirmou Pestana.

Durante a campanha, integrantes da Amiphec vão percorrer empresas, escolas, hospitais, entre outros locais, em Belo Horizonte e também em outros municípios. A equipe distribuirá materiais educativos, orientando as pessoas sobre a doença e ainda em relação às formas de contágio.

“Até meados de junho, vamos visitar dezenas de entidades. Posteriormente, seguiremos para o interior do Estado, levando informações e esclarecendo dúvidas das pessoas”, comentou a presidente da Amiphec, Ruth Peixoto.

A doença

A hepatite é uma inflamação do fígado que compromete as funções desse órgão. A doença, causada geralmente por vírus, atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no caso da hepatite B, já são 400 milhões de infectados, enquanto a C afeta 200 milhões de pessoas.

Em Minas Gerais, foram confirmados, em 2006, 1.068 casos de hepatite B, causando 27 mortes. Do tipo C, registraram-se 675 casos, que resultaram em 47 mortes. Para controlar a doença, o Governo de Minas vem, desde 2003, realizando uma série ações e investimentos. Só para a Amiphec foram destinados, nos últimos anos, mais de R$ 400 mil. Os recursos estão sendo aplicados em ações de prevenção e ainda para a assistência aos portadores do vírus.

“Oferecemos, atualmente, ioga, acupuntura, acompanhamento psicológico para os pacientes e familiares deles, entre outros serviços. Também estamos investindo em atividades preventivas, como esta campanha”, destacou a presidente da Amiphec.

Para combater a hepatite B, outra importante ação do Estado é a distribuição gratuita da vacina em todos os postos de saúde para as pessoas com até 20 anos de idade. A vacina também é disponibilizada em todos os Centros de Referência de Imunobiologia Especial (Cries) para a população pertencente ao grupo de risco, como usuários de droga, profissionais do sexo, homossexuais, pessoas reclusas, portadores de HIV, entre outros.

Não há vacina para a hepatite C, mas o Estado conta com 22 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), onde podem ser feitos os exames para detectar a doença. “Qualquer pessoa pode fazer o teste para verificar se é portadora do vírus. Caso seja, ela será encaminhada para os centros de referência, onde receberá completo tratamento, incluindo atendimento clínico, realização de exames específicos e medicamentos”, explicou Soraia Zardini de Moraes, referência técnica estadual em hepatite. Vale ressaltar que a rede de assistência oferece atendimento para todos os tipos de hepatite.

Transmissão

O vírus da hepatite C é transmitido pelo sangue. No passado, a maior fonte de contaminação eram as transfusões sangüíneas, risco hoje descartado devido à realização de testes de sangue nos hemocentros. Atualmente, as principais causas de contágio são compartilhamento de objetos empregados para uso de drogas, instrumentos de manicure/pedicure, sessões de acupuntura, tatuagens e piercings.

Já o vírus da hepatite B pode ser transmitido principalmente por meio de seringas, transfusões de sangue, transplantes de órgãos ou tecidos, ferimentos, relações sexuais, saliva, leite materno. O vírus é bastante resistente ao meio ambiente, o que facilita a transmissão nas secreções. Nas classes menos favorecidas, em que pessoas da mesma família compartilham objetos íntimos, o contágio também pode ocorrer por meio de escovas de dente, barbeadores e lâminas cortantes.

Deve-se ressaltar que os dois tipos de hepatite são praticamente assintomáticos. Isso significa que, muitas vezes, quando a pessoa descobre a doença, ela já está em fase avançada. “Essa é mais uma demonstração de que a prevenção é extremamente importante para controlar a doença”, finalizou Soraia.

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