Saúde promove curso básico em vigilância epidemiológica
BELO HORIZONTE (02/07/07) – Privilegiando uma nova metodologia, cuja abordagem está baseada na interdisciplinaridade, a Coordenação de Doenças e Agravos Transmissíveis da Secretaria de Estado de Saúde está realizando, no período de 2 a 6 de julho, o primeiro “Curso Básico para Formação de Monitores”. A capacitação acontece no Hotel Othon, Av. Afonso Pena, 1050, Centro, Belo Horizonte, de 8 às 17 horas. O público-alvo é formado por técnicos da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Básica das Gerências Regionais de Saúde (GRS).
O objetivo é integrar as ações dos dois setores, além de fazer com que os técnicos sejam multiplicadores dos conhecimentos, atuando em oficinas junto aos municípios. “É um momento de reflexão, que pode proporcionar melhorias em nossos indicadores. Poderemos articular de forma integrada as ações de vigilância, de imunização, trocando experiências junto à Atenção Básica", analisou a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Jandira Lemos.
Os técnicos serão divididos em três grupos, mesclando profissionais dos dois setores e das GRS. As aulas prevêem aplicação de exercícios para avaliar os conhecimentos antes e após as aulas, bem como estudos de casos para adoção de condutas de controle de doenças. O conteúdo programático do curso prevê oficinas que abordam alguns dos principais agravos que acometem a população, como influenza (gripe), tétano neonatal e acidental, coqueluche, difteria, sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita. Novos módulos devem ser realizados posteriormente, contendo palestras sobre outras enfermidades, como as hepatites, por exemplo.
“Havia outras capacitações, mas eram isoladas, tanto no sentido do público, quanto no enfoque. Era feita uma capacitação para sarampo, outra para rubéola, e assim por diante. Com esse novo método, evitamos deslocamentos. As ações em epidemiologia, várias vezes, têm estratégias comuns. Assim, possibilitamos maior integração”, afirmou a coordenadora de Doenças e Agravos Transmissíveis, Márcia Cortez.
De acordo com a coordenadora, é importante intensificar e qualificar as investigações e medidas de controle, que envolvem a todos. Por isso, a presença de profissionais da Atenção Primária à saúde se faz importante. “Se algum paciente dá entrada em uma Unidade Básica de Saúde com suspeita de rubéola, não basta apenas notificar o caso. É preciso iniciar o bloqueio, como por exemplo, vacinar a todos que estão dentro da UBS para evitar o contágio”, ressaltou.
Outro exemplo apontado em que a visão integrada, privilegiando a prevenção é eficaz, é no caso do pré-natal. “Pode ser feita a sorologia de hepatite B. Ao constatar que a amostra deu positivo, as medidas preventivas devem ser adotadas, prevenindo a transmissão da mãe para o filho. Isso evita termos um paciente de uma doença crônica no futuro”.
Foco aprovado
Mesmo na abertura do curso, a nova abordagem já conta com a aprovação dos técnicos, como é o caso de Wender Antônio de Oliveira, consultor em Vigilância Epidemiológica da GRS Divinópolis, formada por 53 cidades. “Essa troca de experiências produzem maior eficiência nas ações e ainda favorecem o aprendizado”.
Wender sabe que é muito importante absorver o que for tratado no curso, pois disso depende o sucesso das oficinas que serão realizadas junto aos municípios da região. “Vou repassar o conteúdo para os outros colegas da GRS, desde o pessoal de campo até a parte logística, não só da epidemiologia, mas também da atenção básica. Posteriormente, vamos montar a programação junto às secretarias municipais”, finalizou.
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