Seminário discute ações contra Influenza A H1N1
BELO HORIZONTE (15/05/09) - O Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A H1N1 promoveu nesta sexta-feira (15), seminário sobre “Ações seguras frente à ameaça de epidemia de influenza A H1N1”, em Minas Gerais. O debate ocorreu nas dependências do auditório da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em Belo Horizonte.
O seminário, que fez faz parte das comemorações do Dia Nacional e Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde, foi transmitido pelo Canal Minas Saúde, e teve como público-alvo profissionais designados para a avaliação inicial e assistência aos casos suspeitos ou confirmados da doença, transporte sanitário, por meio de ambulâncias de equipes do SAMU e da Fhemig, além de vigilância epidemiológica e sanitária na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Também estiveram presentes representantes da Vigilância Sanitária e Epidemiológica das macrorregiões de saúde, membros das Comissões de Controle de Infecção e Núcleos Hospitalares de Epidemiologia e Saúde do Trabalhador dos 15 hospitais-referência macrorregionais listados para Etapa 2 do Plano Estadual também participaram.
Reforço no cuidado
De acordo com o superintendente de Epidemiologia, Francisco Lemos, a infecção hospitalar é uma questão que chama a atenção, principalmente porque o profissional de saúde é um importante agente de infecção. “Portanto as práticas de higiene são fundamentais”, concluiu. O superintendente também ressaltou que Minas Gerais foi um dos primeiros estados a se reunir e traçar um plano operativo contra a gripe suína. “Assim que houve o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS), já começamos a preparar um plano operativo. Nós também não saímos do zero, pois já havia um plano para gripe aviária. A população não deve achar que a Influenza A H1NI é uma gripe comum, mas também não podemos achar que é o fim do mundo”, reforçou.
O médico e referência técnica da coordenação de imunização da SES, José Geraldo Ribeiro, fez uma apresentação sobre o histórico do vírus influenza e comentou que o vírus tem como característica ter seu o material genético fragmentado, o que favorece as mutações.
Segundo o presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Luís Márcio Ramos, o dia de combate à infecção hospitalar representa uma ótima oportunidade para reforçar o cuidado interno e minimizar o risco de infecção. “O ambiente hospitalar é naturalmente propício às infecções, por isso a infecção hospitalar é um tema que precisa ser sempre tratado. E com o problema da gripe suína aumentam as responsabilidades, com isso é necessário reforçar os protocolos internos e o monitoramento. É importante que nós gestores da saúde tenhamos habilidade de levar e discutir o assunto. É necessário reforçar as metodologias das comissões de avaliações”, avaliou.
O coordenador da Urgência e Emergência da SES, Welfane Cordeiro, fez uma explanação sobre os pressupostos e etapas do plano de enfrentamento. De acordo com ele, “o objetivo do plano é minimizar os efeitos da disseminação do vírus Influenza A H1NI em Minas Gerais”. Ele ainda comentou que o estado já está trabalhando em todos os níveis de atenção e identificando e preparando os hospitais macrorregionais para uma possível epidemia.
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