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Vice-presidente do Bird aprova subprojetos de combate à pobreza

Terça-feira | 18/11/2008 | 19:55·Atualizado em 07/06/2013 | 00:00
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MONTES CLAROS (18/11/08) - O vice- presidente e economista chefe do Banco Mundial (Bird), Justin Yifu Lin, classificou como ótimas as impressões que teve durante visita a dois subprojetos do Programa de Combate à Pobreza Rural(PCPR) em Claro dos Poções, nesta terça-feira (18), no Norte de Minas. Além das comunidades rurais, o representante do Bird conheceu a Valleé, empresa nacional fabricante de produtos veterinários, em Montes Claros.

Acompanharam o representante do Bird durante a visita, as secretárias de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, e Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, Elbe Brandão.

O vice-presidente se disse impressionado com o que viu nas comunidades de Atoleiro Grande e Brejão, na zona rural de Claro dos Poções. Ambos os projetos têm a participação dos moradores e tiveram investimento de R$ 28 mil, que resultaram no beneficiamento de mais de 70 famílias.

“É muito interessante como as comunidades conseguem se organizar e adotam tecnologias próprias. Dessa maneira conseguem se organizar e colocar o seu produto no mercado e melhorar as suas vidas”, disse Justin Yifu Lin ao provar um biju, comida típica a base de farinha de mandioca feita na comunidade do Brejão.“Acredito que investimentos como os oriundos do PCPR podem ajudar essas comunidades, juntamente com melhorias na educação e em outras áreas sociais”, afirmou o vice-presidente do Bird.

Investimentos garantidos

Durante coletiva, Justin Yifu Lin confirmou que mesmo com a crise mundial os investimentos do PCPR estão garantidos. “É importante estimular a economia doméstica e nada melhor do que fazer isso por meio da agricultura. O PCPR é um projeto que traz resultados inovadores, por isso viemos até Minas Gerais conhecê-lo. Esperamos que o projeto seja ampliado não só no Brasil, mas em outros países do mundo”.

Renata Vilhena, secretária de Estado de Planejamento e Gestão, destacou o impacto em conhecer de perto os projetos do PCPR. “Ficamos da Seplag controlando os investimentos do Governo de Minas e aqui tivemos a oportunidade de ver como esse dinheiro é realmente utilizado”. “Minas Gerais, por meio dessas ações, tem atraído pessoas como o vice-presidente do Bird para conhecer os projetos, que tem melhorado a vida de muitas pessoas”, frisou Vilhena.

Uma nova perspectiva de vida

“Se não fosse a água vinda do poço artesiano construído na nossa comunidade com recursos do PCPR, muitas pessoas não teriam outra água para utilizar”, disse a presidente da Associação dos Moradores de Atoleiro Grande, Miguela Elizaura Dias, na zona rural de Claro dos Poções. Segundo ela, a construção do poço artesiano mudou e muito a realidade dos moradores. “Foram 22 famílias contempladas por esse projeto e pretendemos inscrever em muitos outros. O nosso próximo passo é fazer um projeto de construção de banheiros e melhorar ainda mais a nossa vida”, afirmou a presidente.

A agricultora e integrante da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Brejão, também na zona rural de Claro dos Poções, Helena Cristina Antunes Silva e seu marido José da Conceição, trabalham juntos na fabriqueta de farinha construída na comunidade, por meio de investimentos do PCPR que beneficiaram 50 famílias. A fabriqueta, que produz aproximadamente 1.500 quilos de farinha de mandioca por mês, gera a cada família em média meio salário mínimo (R$ 275), como complemento às atividades já exercidas no campo.

“A fabriqueta é muito importante para a comunidade, pois gera emprego e renda e o melhor é que melhorou a auto-estima de todos aqui. A fabricação de farinha ajudou a unir ainda mais a minha família e o nosso povo e já vendemos o nosso produto em Claro dos Poções”, comemora Antunes.

Fazer com que a alegria e as realizações de milhares de comunidades se tornem algo constante é o objetivo da Secretaria Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan). Segundo a secretária Elbe Brandão, o PCPR está sendo direcionado para ser uma política pública e se tornar cada vez mais um aliado para a diminuição das desigualdades sociais das regiões do Norte de Minas, Central e Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Combate à Pobreza Rural

Desde que o PCPR/MG foi implementado, em 2006, já foram assinados 1.283 convênios, que beneficiam 74.678 famílias, em 188 municípios, das regiões Norte (89), Central (11), Vales do Jequitinhonha (53) e Mucuri (35). Com este volume de projetos, o PCPR/MG investiu US$ 28 milhões dos US$ 35 milhões previstos para a primeira etapa do Acordo de Empréstimo, firmado com o Banco Mundial, e atinge a marca de 75% dos projetos executados.

O PCPR/MG beneficia regiões mineiras com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e municípios com população predominantemente rural, destinando recursos, não-reembolsáveis, para a execução de subprojetos de natureza social (construção de creches, postos de saúde e obras de melhoria habitacional em regime de mutirão), produtiva (mecanização agrícola, unidades de beneficiamentos de grãos, casas de farinha) e de infra-estrutura (sistemas de abastecimento de água, recuperação/construção de pontes e estradas vicinais).

O projeto é uma ação do Governo de Minas, executado pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), órgão vinculado à Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan), com recursos do Banco Mundial e contrapartida do Tesouro Estadual.

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