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Notícia

Abordagem inclusiva garante a realização das provas da Obmep a alunos com deficiência auditiva

Escola localizada na região oeste de Belo Horizonte conta com profissionais intérpretes da Língua Brasileira de Sinais. Eles auxiliaram os estudantes durante a prova

Terça-feira | 27/05/2014 | 17:15·Atualizado em 27/05/2014 | 17:23
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Ao todo, 39 estudantes com deficiência auditiva têm aulas nos três anos do ensino médio, de manhã e à tarde, na Escola Estadual Maurício Murgel
Ao todo, 39 estudantes com deficiência auditiva têm aulas nos três anos do ensino médio, de manhã e à tarde, na Escola Estadual Maurício Murgel / Crédito: Lígia Souza/SEE

Na Escola Estadual Maurício Murgel, na região oeste de Belo Horizonte, são 1,8 mil alunos do ensino médio fazendo a prova hoje, 39 deles surdos. Em todas as aulas eles têm uma atenção especial e não é diferente no dia da avaliação da 1ª fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Na hora da prova, todos os alunos contam com o apoio de um intérprete para tirar dúvidas e receber as instruções, além de um apoio com o significado de algumas palavras, já que sua primeira língua não é o Português, mas a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Uma dessas estudantes é Raquel Lana, que cursa o 2º ano do ensino médio. A aluna, que fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como treineira no ano passado e pretende repetir a experiência esse ano, acredita que a Obmep ajuda na preparação para a prova que lhe valerá uma vaga em uma universidade. “A prova é interessante. Deu para refletir e pensar em muitas questões que estudamos no decorrer do ano. Achei algumas questões mais difíceis que dependiam não muito do conhecimento em si, mas precisava raciocinar para fazer”, conta.

A escola conta com um espaço de apoio para esses alunos, que é constante durante as aulas e no contraturno. “Nós temos uma sala de recursos multifuncionais e aqueles alunos com dificuldade, inclusive com a Libras, eles têm um interprete que faz um trabalho específico com eles no contraturno. Eles marcam um horário e vão para tirar dúvidas e têm aulas de Libras”, afirma Antônio Silva de Souza, vice-diretor da escola.

Os intérpretes não ficam só na sala de recursos, nem oferecem o atendimento só no contraturno. As aulas das turmas do 1º, 2º ou 3º ano de ensino médio que têm alunos surdos são acompanhadas sempre por eles, que dão suporte aos alunos e professores no processo de ensino-aprendizagem.