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Ação rápida da polícia garante prisão de responsável por incêndio a ônibus

Ação rápida da polícia garante prisão de responsável por incêndio a ônibus

Terça-feira | 06/05/2003 | 00:00·Atualizado em 20/06/2013 | 10:14
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Os comandos das polícias Civil e Militar de Minas Gerais apresentaram, nesta terça-feira (06), o menor G. G. L., 16 anos, um dos responsáveis pela queima do ônibus da linha 9404, no Aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte, ocorrida no último domingo (04/05). Segundo o secretário adjunto da Defesa Social, Luís Flávio Sapori (foto) , a ação rápida e imediata das forças policiais do Estado foi uma demonstração de que o governo estadual está no caminho certo para resolver a questão da segurança pública em Minas Gerais.

“O governo do Estado mantém o controle e a forma mais concreta de mostrar isso à população é a pronta e rápida resposta aos acontecimentos do final de semana. Abominamos qualquer intuito de gerar sentimento indevido de insegurança na população”, disse o secretário.

Segundo Sapori, o ponto de partida da atual política de segurança pública do governo é a plena transparência nas suas ações. Para ele, a gravidade da situação exige racionalidade, articulação de esforços e um novo modelo de gestão na segurança pública.

“É isso que está sendo implementado agora. O governo tem uma estratégia, metas, objetivos e prioridades que vão se desenvolvendo ao longo do tempo. Por isso, foram indevidas as comparações feitas com o nível de deteriorização da segurança pública em outras regiões metropolitanas do País”, afirmou.

Ações

De acordo com Sapori, existe um plano emergencial em andamento no Estado. Segundo ele, concretamente, ações como a identificação dos menores – além de G. G. L, outros cinco menores foram identificados e estão sendo procurados pela queima do ônibus - é a resposta à determinação do governador Aécio Neves de uma presença acentuada do poder público nas áreas de risco da capital e de todo o Estado.

“Isso reforça a predisposição desse governo de priorizar a área de segurança pública. Além do plano emergencial, que possui estratégias de médio e longo prazo, o governo toma a iniciativa de reforçar ações de curtíssimo prazo”, explicou.

Segundo ele, seguindo o caminho da articulação entre as forças policiais, seguido pela atual política de segurança pública do Estado, Minas Gerais conseguirá reverter o seu quadro de violência nos próximos anos.

Presença

Já o comandante do Policiamento da Capital, coronel Reinaldo Martins, e o superintendente geral da Polícia Civil do Estado, Elson Matos, citaram a Operação Presença da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) como uma das ações que surtem resultados em relação a esse trabalho conjunto com a Polícia Civil.

“A PMMG, desde o dia 15 de abril, juntamente com a Polícia Civil, está mapeando cinco pontos críticos para Operação Presença (Papagaio, Cafezal, Morro das Pedras, Prado Lopes, Vila Ideal), que não visa prender ninguém, mas é uma presença ostensiva da PMMG para mostrar que o poder público está presente nessas regiões”, explicou o coronel.

De acordo com número da Secretaria de Estado da Defesa Social, nos dois últimos finais de semana – que já contavam com a Operação Presença, a média de homicídios na capital foi de 11 por final de semana, enquanto nos três primeiros meses do ano a média era de 18 homicídios.

“No nosso ponto de vista, é um indicador que estamos no caminho certo. Estamos encontrando a melhor maneira de reduzir a violência. Devemos reforçar essa estratégia: presença ostensiva e aumento da investigação com inteligência”, disse Sapori.

Segundo o secretário, o crescimento da violência está relacionado a ausência do poder público nessas comunidades. “A nossa intenção é manter a presença mais visível da polícia nessas regiões (de risco). Ela não tem objetivo repressor, mas afirma a presença do poder público. Com isso, estaremos inibindo casos de violência, como a ação de gangues de jovens”, explicou.