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Ações conjuntas registram queda da violência

Ações conjuntas registram queda da violência

Quinta-feira | 14/08/2003 | 00:00·Atualizado em 12/06/2013 | 04:54
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A Comissão de Monitoramento da Violência em Eventos Esportivos e Culturais (Comoveec) apresentou na quinta-feira (14), o balanço de sua atuação durante os jogos da Copa do Brasil e do primeiro turno do campeonato brasileiro de futebol realizados em Belo Horizonte. Criada em abril desse ano, a Comoveec acompanhou e atuou em 22 jogos. Fazem parte da comissão representantes da secretarias de Estado de Defesa Social e de Desenvolvimento Social e Esportes, PMMG, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Procuradoria Geral de Justiça, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, ADEMG, Bhtrans, AMCE, FMF, e representantes das torcidas organizadas de Cruzeiro, Atlético e América.

Combinando ações preventivas e repressivas, a Comissão conseguiu reduzir em índice superior a 70% o número geral de ocorrências nos jogos de futebol na capital mineira. Entre os dados apresentados, vale ressaltar a considerável queda na depredação de ônibus antes e depois das partidas. Entre abril e agosto de 2002 foram 16 partidas realizadas, com um público total de 346.471 pessoas. Para estes jogos foram colocados 502 ônibus à disposição e destes 197 foram depredados. Em 2003, no mesmo período, foram 22 partidas, com público de 532.893 pessoas. Foram disponibilizados 721 ônibus e registradas 83 depredações.

Além disto, foram gerados 138 boletins de ocorrência pela Polícia Militar, havendo a condução de 54 cidadãos infratores; lavrados 8 Termos Circunstanciais de Ocorrências, entre os quais foram feitas 3 transações penais, onde os infratores receberam penas que os impedem de comparecer ao estádio em dias de jogos; 4 autos de prisão em flagrante; instaurados 15 inquéritos policiais e encaminhados 6 procedimentos à Vara de Infância e Juventude e 3 ao Departamento de Polícia Federal.

Medidas adotadas:

Polícia Militar de Minas Gerais:

 Ação do radio patrulhamento aéreo com a utilização do farol de busca nas vias de acesso ao estádio;

 Colocação, dentro do estádio, das torcidas visitantes em nível diferente das locais, evitando o contato entre elas;

 Confinamento das torcidas de outros Estados no interior do Mineirão até o total escoamento das torcidas mineiras pelos principais corredores de acesso ao Mineirão;

 Criação de 3 pontos distintos de paradas de ônibus: na Antônio Carlos: Viaduto São Francisco, Conjunto IAPI e rua Rio Grande do Norte; e na Carlos Luz: Shopping Del Rey, Faculdade Newton Paiva e rua Rio Grande do Norte;

 Empenho do GATE e do esquadrão Antibombas na varredura do estádio (já tendo detectado em cima do muro do Mineirão bolas de sinuca que serviriam de bombas);

 Escolta de comboio de 5 ônibus por motos e veículos;

 Escolta, desde a barreira da Polícia Rodoviária Federal, na recepção e partida do comboio das torcidas de outros estados;

 Infiltração de 2 policiais em cada ônibus;

 Limite máximo de 20 pessoas em pé dentro dos ônibus;

 Policiamento velado na parte interna e externa do estádio;

 Proibição de entrada de bambus e artefatos pirotécnicos como fogos de artifícios, bombas, fumaça, etc;

 Realização de abordagem e busca pessoal de torcedores antes da chegada ao estádio;

 Realização de blitz no trajeto dos ônibus para o Mineirão;

 Remanejamento do efetivo da PMMG (policiais a pé, tropa de cavalaria, motos e veículos) no percurso de deslocamento dos torcedores, acabando com os arrastões que ocorriam nos arredores do estádio;

 Retirada de parte do policiamento interno e externo;

 Uso do uniforme camuflado e capacete branco na arquibancada, geral e gramado, para facilitar a identificação e localização dos policiais;

Polícia Civil de Minas Gerais

 Escala de delegados, detetives, escrivães, peritos e médicos legistas para comporem a equipe de policiais da delegacia junto ao Mineirão;

 Auto de prisão em flagrante, lavratura de TCO’s contra os infratores, instauração de inquéritos policiais visando a identificação de autores de crimes e suas respectivas apresentações à Justiça;

 Realização de exames e elaboração de laudos periciais de lesão corporal, embriagues e teor alcoólico, toxicológico, constatação de substâncias entorpecentes, danos em veículos e patrimônio público, entre outros;

 Intensificação na atuação nos casos de prisões em flagrante delito, lavratura de TCO’s e inquéritos policiais dos infratores;

 Plantão na Seccional Oeste, Seccional Venda Nova, Departamento de Investigação/DI e da Divisão de Orientação e Proteção da Criança e do Adolescente/DOPCAD;

 Registros diversos.

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais:

 Aceiro na mata da UFMG;

 Delimitação da área onde o Corpo de Bombeiros está instalado, facilitando sua visualização;

 Empenho de pessoal especializado (técnicos de emergência médica) na realização do atendimento pré-hospitalar, cujo efetivo depende da expectativa de público, mas nunca inferior a 30 homens;

 Vistoria do estádio antes da realização dos jogos, com atenção para prevenção de acidentes e incêndios;

Administração dos Estádios de Minas Gerais:

 Cerca elétrica em volta do Mineirão para evitar a invasão de torcedores;

 Controle do acesso de veículos ao estacionamento interno do estádio, por meio de credenciamento ou número de placa;

 Instalação de nova estrutura de placar afastada da arquibancada, evitando a subida de torcedores (em andamento);

 Organização interna dos setores evitando a circulação dos torcedores entre as diversas áreas;

 Poda das árvores do estacionamento, melhorando a iluminação e a visibilidade da área;

 Substituição das embalagens de alumínio (feijão tropeiro) pelo prato de plástico;

Regional Noroeste/Pampulha – Bhtrans - PBH

 Elaboração de minucioso plano operacional para ordenação do tráfego no entorno do Mineirão, para um público superior a 50 mil pessoas;

 Elaboração de um detalhado levantamento e estudo das regiões com maior incidência de depredação.