Aécio e CNI voltam a criticar proposta da reforma
Aécio e CNI voltam a criticar proposta da reforma
O governador Aécio Neves e o presidente da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), deputado federal Armando Monteiro, após reunião nesta quarta-feira (03), no Palácio das Mangabeiras (foto) , criticaram a emenda aglutinativa ao texto da reforma tributária, apresentada pelo deputado federal Virgílio Guimarães. Segundo eles, ela não atende aos interesses dos estados, municípios e do setor produtivo. De acordo com o governador e com o presidente da CNI, da forma que está, a proposta do governo federal de reforma tributária não tem apoio dos governadores e tampouco dos empresários brasileiros.
"Talvez estejamos perdendo a oportunidade de consolidar aquela construção que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, de confiança, de solidariedade mútua, de parceria inclusive com o setor privado da economia brasileira. Ao final de tudo isso pode restar no sentimento de cada um de nós não apenas a frustração, mas uma visão diferente daquela que tínhamos inicialmente, de que o que interessa é ter a maioria de parlamentares nessa ou naquela votação e não a construção de um projeto de país", disse o governador.
Ainda pela manhã, Aécio Neves conversou por telefone com os ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e da Casa Civil, José Dirceu. Segundo o governador, ele deixou claro aos ministros de Estado ser lamentável que o processo de construção das reformas estruturantes, iniciado em parceria entre os governadores de Estado e a União, termine num jogo de vitoriosos e derrotados, sem garantir a governabilidade.
"Lamento profundamente que uma questão de tamanha relevância, de conseqüências tão grandes para a vida brasileira, que podem ser positivas ou negativas, esteja sendo tratada simplesmente numa conta aritmética, num somatório de que se tem maioria ou não se tem maioria (para votação no Congresso Nacional)", afirmou Aécio Neves.