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Aécio e ministro discutem propostas que serão apresentadas em reunião com Lula

Aécio e ministro discutem propostas que serão apresentadas em reunião com Lula

Terça-feira | 15/04/2003 | 00:00·Atualizado em 24/04/2013 | 00:20
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O governador Aécio Neves destacou a importância da visita do ministro da Casa Civil, José Dirceu, a Minas Gerais, um dia antes da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com todos os governadores para a discussão do encaminhamento das propostas do governo federal para a reforma previdenciária e tributária, que será realizada nesta quarta-feira em Brasília. Durante reunião no Palácio das Mangabeiras, na terça-feira, Aécio lembrou ao ministro a firme disposição de Minas Gerais e de outros estados de que seja feita uma reforma tributária mais ampla.

“Nós temos um caldo político singular, único para que essas reformas ocorram, a começar pela determinação do presidente da República e pela disposição de grande parte do Congresso, dos governadores e da sociedade. Portanto, o que falta agora é nós aprofundarmos um pouco mais na discussão pontual e o ministro conhece algumas preocupações de Minas, sobretudo essa que diz respeito a um caráter mais amplo dessas reformas”, afirmou o governador.

Aécio aproveitou o encontro com o ministro no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, para reforçar os pleitos dos governadores - e de Minas, em particular - com relação aos recursos da Cide (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico) e da estadualização das rodovias federais. “Eu considero a presença do ministro José Dirceu aqui hoje como um gesto de deferência a Minas Gerais e, quem sabe, pode dar um encaminhamento positivo a essas negociações”, afirmou Aécio.

Os governadores querem que, com relação a essas duas questões, sejam mantidos os acordos feitos pelos partidos na Câmara dos Deputados e que agora estão sendo dificultados pelo governo federal no Senado. Eles defendem que a arrecadação da Cide seja revertida para a conservação da malha viária e que as transferências para a estadualização das rodovias não onerem ainda mais o pagamento das parcelas da dívida acertadas com a União.

“Nós temos uma posição pública e clara de que essa transferência não se caracteriza como transferência corrente, porque ela traz consigo um passivo. Essa matéria foi discutida na Câmara, foi incluída ali uma emenda que, na nossa visão, atende não apenas aos interesses de Minas, mas de todos os estados”, argumentou Aécio.