Aécio negocia financiamento de US$ 1 bilhão com o Bird
O governador Aécio Neves apresentou nesta sexta-feira (06) uma proposta ao diretor do Banco Mundial (Bird) para o Brasil, John Briscoe, de um novo financiamento de US$ 1 bilhão para Minas Gerais. Os recursos serão investidos nos projetos estruturadores do Estado em educação, saúde, transporte, segurança e saneamento. Diretor do Bird afirmou que o contrato com o Governo de Minas Gerais deve ser assinado em nove meses.
BELO HORIZONTE (06/07/07)- O governador Aécio Neves apresentou nesta sexta-feira (06) uma proposta ao diretor do Banco Mundial (Bird) para o Brasil, John Briscoe, de um novo financiamento de US$ 1 bilhão para Minas Gerais. Os recursos serão investidos nos projetos estruturadores do Estado em educação, saúde, transporte, segurança e saneamento. As negociações com o banco acontecem depois que o Ministério da Fazenda autorizou o alargamento do limite de endividamento de Minas, o que possibilitará ao Estado novos financiamentos no valor de R$ 2 bilhões.
“Nós temos uma parceria com o Banco Mundial que tem sido extraordinária, porque o banco, de forma inédita, confiou no modelo de gestão implementado por Minas Gerais e está aportando recursos nos projetos estruturadores do Estado, dentro de um entendimento de metas, de objetivos a serem alcançados. Não tenho dúvidas de que, nesta segunda etapa, o êxito da nossa primeira parceria e o conhecimento profundo do banco da gestão que está sendo implementada aqui por nós irão facilitar a ampliação desses recursos”, explicou o governador, em entrevista, após a reunião com Briscoe.
Nos últimos anos, o Bird foi um importante parceiro do Governo de Minas. Depois de 12 anos sem acesso a financiamentos internacionais, o Estado retomou as negociações com os bancos em 2004 e recebeu, no ano passado, US$ 170 milhões do Bird para programas e ações de infra-estrutura, garantias PPP, saneamento, reforma e modernização administrativa do Estado. Foi uma operação inédita no banco porque não exigiu contrapartida financeira. A exigência para a liberação dos recursos foi o cumprimento de metas de melhoria nos indicadores da saúde, educação e no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O novo empréstimo será feito no mesmo modelo.
Confiança
Em sua entrevista, o governador lembrou que a experiência entre o banco e o Governo de Minas é exitosa e os resultados geraram uma relação de confiança. “O banco acredita e sabe que hoje, em Minas Gerais, existem mecanismos de controle e eles participam disso, observam, acompanham, avaliam junto conosco as metas. Então, nós estamos saindo de um patamar superior. Nós já temos uma experiência exitosa e, a partir dela, vamos alargá-la do ponto de vista do volume de recursos”, disse.
John Briscoe explicou que o contrato com o Governo de Minas deve ser assinado em nove meses. Até lá, serão acertadas as questões técnicas entre o governo e o Bird. Briscoe explicou que o ajuste fiscal realizado em Minas foi fundamental para os contratos firmados com o banco e destacou que o estado é exemplo em gestão para outros governos.
“Para nós, o que aconteceu aqui é muito importante para Minas, mas muito importante para o Brasil como um todo. Então, nessa segunda etapa, o banco está, junto com o governo, olhando para o programa todo do governo, apostando e apoiando”, destacou. “Minas foi o primeiro estado no mundo que fez este tipo de empréstimo (sem contrapartida financeira). E agora vamos dizer, deu tão certo que vamos fazer um segundo empréstimo”, completou.
Planejamento
O governador destacou que os recursos serão utilizados para agilizar projetos que já estão sendo desenvolvidos pelo governo de Minas. Ele acredita que isso facilitará a negociação com o Bird, devido ao planejamento que vem sendo realizado no estado nos últimos anos.
“O grande diferencial de Minas hoje é que nós temos uma meta. Uma meta que está incluída no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), para que nós cheguemos a 2023 com um determinado nível de desenvolvimento, de diminuição das diferenças regionais. Para isso, nós temos o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), que a cada quatro anos avança na direção do PMDI. E o orçamento anual a cada ano se incorpora e avança na direção desse planejamento de médio prazo”, afirmou.