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Aécio Neves avalia, em Cataguases, acidente ambiental

Aécio Neves avalia, em Cataguases, acidente ambiental

Sexta-feira | 04/04/2003 | 00:00·Atualizado em 25/05/2013 | 15:45
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O governador Aécio Neves, acompanhado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (foto), esteve, na sexta-feira (04), em Cataguases, onde sobrevoou as áreas atingidas pelo acidente ambiental que poluiu as águas do córrego Cágado e do rio Pomba. Após o sobrevôo, os dois se reuniram com a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, e outras lideranças da região, para discutirem as medidas emergenciais que estão sendo tomadas para garantir o tratamento das águas dos rios atingidos. O governador determinou a limpeza da mancha que ainda esta no córrego Cágado e ações para impedir o rompimento de uma segunda barragem de resíduos da indústria Cataguazes de Papéis.

Aécio Neves ressaltou que as medidas foram definidas após análise dos técnicos especializados em questões como essa. “São medidas adequadas. Não existiriam outras medidas, independentemente de qualquer parte do mundo onde este acidente tivesse ocorrido. Aqui estão reunidos os melhores técnicos do Brasil e alguns de fora do país, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente, do governo de Minas e com a participação também do governo do Rio”, disse o governador.

Ele salientou que, em ocasiões como essa, é preciso agir com muita serenidade e firmeza para se tomem decisões rápidas e corretas. “Foi o que fizemos. Houve uma convergência de todos os técnicos sobre quais seriam as medidas mais adequadas, como disse a ministra Marina, e elas estão em execução. Eu não tenho nenhum receio das palavras, das posições mais veementes de quem quer que seja. Acho apenas que, em questões dessa gravidade, nós devemos sempre subordinar as nossas avaliações, falo isso como político, por melhores que sejam, as nossas intenções, àquilo que disse a ministra Marina, às decisões técnicas”, afirmou.

Para o governador, neste momento, mais importante do que buscar os responsáveis pelo acidente ambiental, é solucionar o impacto que ele causou na região. “O fato de estarmos do lado de cá da fronteira, os senhores podem ter a certeza, não faz com que minimizemos a questão. Ao contrário, a nossa solidariedade é intensa pelas relações que nós mineiros temos com o Rio de Janeiro, pela gravidade do ocorrido”, disse.

O governador salientou que o governo do estado de Minas Gerais, através de mais de 30 máquinas e de cerca de 100 técnicos qualificados, está mobilizado na região. Para Aécio Neves, em muito pouco tempo, será restabelecido o abastecimento nos municípios fluminenses.

“Eu quero dizer, em particular aos que nos visitam, que nós mineiros temos muitos orgulhos, muitos, mas um dos que nos fazem muito orgulhosos em Minas Gerais é de sermos a caixa d"água do Brasil. Temos, ao longo da história, oportunidade de estar alimentando várias regiões do Brasil. Exatamente, essa a razão pela qual nós também temos problemas, e problemas da gravidade desse que estamos vivendo hoje. Neste caso, o Governo de Minas fez, desde o início, o que precisa ser feito e os resultados estão sendo altamente positivos, disse o governador”, disse

Articulação

Aécio Neves considerou que a articulação dos órgãos técnicos dos governos federal e de Minas Gerais e do Rio de Janeiro é fundamental e deve ser permanente. Ele sugeriu a constituição de uma comissão técnica permanente, inclusive com a participação de representantes das prefeituras mais afetadas, com o objetivo de discutir a situação da bacia do rio Paraíba do Sul para se tomar medidas preventivas e evitar, no futuro, outros acidentes ambientais.

“Parece-me que, se acatada pela ministra e pela governadora, essa seria uma ação concreta. É nossa intenção que os técnicos aqui permaneçam, dentro do possível, representando cada um desses órgãos, para o monitoramento e acompanhamento dessas ações”, disse Aécio Neves.

Ele elogiou ainda a decisão da ministra Marina Silva que, através do Ibama, permitiu que, como ocorre na piracema, os pescadores possam receber o seu salário.